Maldito bipartito

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O texto que tem no ecrá do computador ou telemóvel é extraordinariamente transversal, por que em todas as accões da new esquerda parlamentar espanhola há que procurar a transversalidade. De onde percebo ou olho esa pretensão, esa soberba?
Vem de tomar nota das manias mais estúpidas dos políticos galegos, sobre todo dos novos políticos que acaban de tomar posse no new parlamento galego. Mais do que na televisão, comecei a vê-los nos jornais da direita, em jantares de amigos, reuniões de trabalho, filas de supermercado, elevadores... Subitamente toda a gente emitia opiniões definitivas sobre esta personalidade tão diferente de todas as outras que costuman aparecer na política. Falava-se mal na maior parte das vezes, mas falava-se.Tu és do mesmo partido que estes tipos, não es? Preguntávan-me desconfiados, alguns críticos ferozes. Para eles o que estes dizian ou fazian na política, a forma como atacam á direita, eram inconscientes demais para serem proprias representações. E não é que, pelo menos na grande parte, o público estava certo? Não saltem para uma conclusão; esta new esquerda não corresponde a ningúm arquétipo, nem na fição descobrirão umas personagens vagamente parecidas. Por exemplo, os inteligentes com este perfil tendem a ser uns analfabetos emocionais. Mas, esta new age, são uns tipos sensíveis e solidários. Tenhem tacto. São hábiles a lidar com os outros. Simplesmente não fazem uso dessas virtudes a maior parte do tempo, por exemplo no drama pessoal dos despedimentos da AGADER, apoiando os que tinhan carné do partido popular contra o bipartito e menospreçando, agora, os que tenhen carné nacionalista e mais que virão.

Os inteligentes com este perfil também acostumam ter uma vida caótica. Tenho para mim que esta esquerda sofre um bocadinho com a sua inteligência. Desconfio que não é fácil ter uma cabeça assim, uma cabeça a que nenhum pormenor escapa, que tudo regista, de uma curiossidade insaciável e um sentido crítico agudíssimo. Uma cabeça que nunca dá tréguas, pensando nos que mais sofrem. Poderiam ser físicos ou matemáticos excelentes, mais forom parar a política e depois irão a aprendizes de jornalismo, como algum ex-senador, onde sobressaiu sem grande esforço no meio da meiocridade senatorial porque, como a qualquer génio (estou mesmo convencido disso), bastou-lhe ser ele próprio, um patife de si mesmo.
Eu são um tipo provocador, mas no meio de tanta acidez e corrosão, são também profundamente idealista. Respire fundo. Veja-se ao espelho e divirta-se coa seguinte história.

Em Lisboa, contando com o apoio da Xunta da Galiza, naquela altura do Bi-partito de 2008. No bipartito, maldito por uns e outros produziu-se um milagre; o livro "Os galegos nas letras portuguesas" uma obra editada pela Xuventude da Galicia, a casa dos galegos eo prefácio desta obra reflite-se um estudo sobre o perfil dos sócios do Centro, cujos resultados demonstran que o galego que reside em Portugal não cumpre sempre o estereotipo criado, pois "64 % dos galegos trabalham por conta alheia, o que indica que a maior parte dos galegos que lá moram não tem um café, um restaurante ou uma loja. 58 % dos sócios tem estudos superiores e cerca de 57 % dos sócios nasceram em Portugal. Dos nascidos na Galiza o 80 % são da província de Pontevedra".

,"Se querem dançar vão dançar para a vossa terra", sería o resume da motivação para fundar Associação Xuventude da Galicia. Uns amigos portugueses tinham convidado a um emigrante galego, chamado Ramiro Vidal Carrera, para assitir a um baile numa Sociedade Filarmónica. Alí se apressentou com outros amigos galegos. O responsável da sala requiriu que abandonasem o local com a frase antedita sem saber nada do convite do Presidente. Trinta e seis galegos, com origem nas localidades de Ponteareas, Mondariz e Celanova, na véspera de São Martinho de 1908 optaran logo por fundar uma Sociedade de Instrução e Recreio na Rua da Rosa, 59 – A 1º andar. Assim é, como também 105 anos depois, descobrí no Alentejo, uns galegos de Salvaterra de Minho que dão aulas de danças galegas em Evora, capital daquela região e que teve o primeiro presidente de Cámara comunista numa cidade portuguesa. E estas danças virão de volta á Galiza, andamos no Andanças galego a celebrar proximamente na localidade berze do nacionalismo do Arnoia.
Dicía o autor do livro antedito, Sr. Rodrigues Vaz, que ficaría anunciar que pós a este volume mais dois lhe seguirão: A Galiza nas Letras Portuguesas e Dicionario dos Galegos em Portugal. Evidentemente não foram editados pois também o bipartito morreu e bem morto que seguirá até que nos despertemos do sono musical da new age.

Tire o leitor benévolo a conclusão que lhe parecer mais acertada.