A emigraçom negada


Recentemente todas e todos pudemos escoitar a um alto cargo do Partido Popular negando que a marcha de moços e moças cara outros Estados da UE merecesse o nome de emigraçom umha vez que trabalhar noutros Estados comunitários é trabalhar em casa. Nom nos supreendem estas declaraçons, som mais umha mostra do habitual europapanatismo que caracteriza às elites políticas espanholas.

Resulta mais surpreendente que num recente debate escutássemos a membros da autodenominada esquerda espanhola aplicar o mesmo argumento à emigraçom galega cara outras partes do Estado. Com efeito, para eles nom é emigraçom umha vez que se trata do deslocamento de pessoas dentro da mesma casa (Espanha). Nom deviamos polo tanto denunciar a emigraçom das galegas e dos galegos cara Madrid, Valência ou Canárias.

Esta visom explica que para eles a emigraçom nom fosse um problema até data recentes, até que a crise converteu numha preocupaçom para Espanha a marcha de moços e moças cara outros Estados. Até que em Madrid vírom como a sua juventude tinha de emigrar cara outros lugares.

O êxodo galego cara outros pontos do Estado Espanhol nom era um problema, nom estava na agenda política da “esquerda” espanhola e segue sem estar. Cegados por esse universalismo reaccionário no que o mundo é sinónimo de Espanha para eles mesmo podia ser positiva, um camponês galego convertia-se num proletário em Madrid, para eles o sujeito revolucionário por excelência.

Enfim a mesma cegueira que contribui a explicar a defesa que o PSOE e PCE/IU figérom inicialmente da construçom comunitária. Pouco lhes importava a perda de peso económico e demográfico da Galiza, pouco lhes importava a marcha de galegas e galegos cara os pólos de crescimento no Estado. Ao final para eles todo é Espanha, qual é o problema de que milheiros de moças galegas e moços galegos tivessem de marchar para Canárias ou Madrid?