Capitalismo, crise alimentar e pobreza extrema
Em termos absolutos dos aproximadamente 6.000 milhões de seres humanos, sobre 900 milhões padezem penúria alimentar
A fome alastra pelo mundo adiante de acordo com recentes notícias aparecidas nos meios de comunicação que reproduzem informes elaborados pelo Banco Mundial. Assim uma de cada sete pessoas passam fome ou o que é o mesmo de cada 100 habitantes do planeta terra mais de 14 não têm uma nutrição apropriada. Em termos absolutos quer dizer que dos aproximadamente 6.000 milhões de seres humanos, sobre 900 milhões padezem penúria alimentar.
Outro dado que reflicte este informe é que o número de pessoas que tem de viver com menos de 1,25 dólares ao dia ascende a 1.200 milhões, e que no ano 2010 foram 44 milhões as que vieram a se incorporar a esta desgraçada estatística por causa da suba dos preços dos alimentos.
Frederick kaufman, professor da Universidade de Staten Islan e experto na cultura alimentar dos Estados Unidos de América, num recente artigo explica a causa pela que os preços dos alimentos se têm disparado.
Segundo este autor o desencadeamento deste processo tivo lugar no ano 1991, quando os banqueiros do Grupo Goldman Sachs se dirão conta que não há nada de mais grande valor que o "pão nosso de cada dia", e criarão um novo produto de investimento, os chamados derivados, constituidos a partir de 24 matérias-primas, desde metais preciosos e energia, passando pelo café, o cacau e os cereis grao como a soja, o milho ou o trigo.
Outra data marcante nesta caminhada tola emprendida pelos especuladores de alimentos foi o ano 1999, quando a Comissão de Matérias-primas e Futuros, dos USA, desregulou o mercado de futuros.
A vedação estava aberta e outros abutres, como Barclays, Deutsche Bank, JP Morgan Chase, AIG ou Lehman Brothers, entre outros, lançarão-se sobre a presa.
Se no ano 2003 o mercado de futuros de matérias-primas movia aproximadamente uns 13.000 milhões de dolares, com a derrocada financeira de 2008 este mercado experimentou uma evolução exponencial, assim a princípios desse mesmo ano, os investidores especulativos já tinham realizado operações no mercado das matérias-primas por importe de 55.000 milhões, e em Julho a cifra alcançava a quantia de 318.000 milhões de dolares.
Mas esta borbulha especulativa a diferença da imobiliária ou a das tele-comunicações está a afectar directamente a todos os habitantes do planeta, porque os sectores mais prejudicados são os que produzem os alimentos e quem os consumimos, é dizer toda a humanidade, porque todos e todas temos direito a comer.
Esta actividade especulativa não faz sentir os seus efeitos por igual. A população mais pobre do planeta é a mais afectada, porque a suba dos alimentos repercute-lhes mais directamente. Assim se, por termo médio, a povoação que vive no centro do sistema capitalista gasta entre um 8 e um 12% do seu salário na compra de alimentos, a gente mais pobre do mundo, arredor de 2.000 milhons de pessoas, gastam mais do 50% do seu salário em comprar alimentos, fica claro, então, que uma pequena suba dos alimentos, para esta gente, tem efeitos devastadores.
O sector produtor também se vé directamente afectado, na medida em que como passa na Galiza, em muitos casos para produzir um alimento previamente tem-se de consumir matérias-primas que procedem do exterior.
Segundo dados elaborados pelo professor Bernardo Paços o preço da razão alimentar das vacas de leite (elaborada a partir de farinhas de soja, de tigo ou cevada, entre outros compostos) entre Janeiro de 2007 e Dezembro de 2010 sufriu um encarecimento do 23%. O gasóleo agrícola pagava-se em Dezembo de 2010 um 10% mais caro que em Janeiro de 2008, ano, este, de máximos históricos nos preços dos carburantes. Outro factor de produção, como so os adubos também sufrirão subas importes neste mesmo período de tempo, oscilando entre um 32% e um 66%, os mais usados, mas pela contra o preço médio do litro de leite percebido nas explorações em Dezembro de 2010 (0,3087€) quase nom sufriu variação a respoeito do que se cobrou em Janeiro de 2007 (0,3065€).
A estas alturas e com todos estes e outros antecedentes não deveria haver dúvida alguma a respeito de que a política agrária que o BNG quis implantar quando governou a Conselharia do Meio Rural ia na linha correcta, no caminho de conseguir que a nossa agricultura desenvolvera as suas potencialidades diminuindo as suas dependências do exterior, acrescentado a basse territórial das nossas explorações com o fim de que foram mais resistentes e menos dependentes dos movimentos especulativos que se produzem com as matérias-primas.
Remato já com uma frase do artigo de Frederick Kaufman, que resume perfeitamento o que se está a passar nestes momentos. Ele diz, que Wall Street tem a culpa de que os preços dos alimentos sufram crescimentos esponenciais, e eu acrescentaria que a política agrária seguida na UE, que tem este modelo como paradigma, e que cegamente tem assumido este conselheiro de agricultura está a pôr em perigo o futuro da nossa actividade agrária, acrescentado a nossa depedência alimentar.
A fome alastra pelo mundo adiante de acordo com recentes notícias aparecidas nos meios de comunicação que reproduzem informes elaborados pelo Banco Mundial. Assim uma de cada sete pessoas passam fome ou o que é o mesmo de cada 100 habitantes do planeta terra mais de 14 não têm uma nutrição apropriada. Em termos absolutos quer dizer que dos aproximadamente 6.000 milhões de seres humanos, sobre 900 milhões padezem penúria alimentar.
Outro dado que reflicte este informe é que o número de pessoas que tem de viver com menos de 1,25 dólares ao dia ascende a 1.200 milhões, e que no ano 2010 foram 44 milhões as que vieram a se incorporar a esta desgraçada estatística por causa da suba dos preços dos alimentos.
Frederick kaufman, professor da Universidade de Staten Islan e experto na cultura alimentar dos Estados Unidos de América, num recente artigo explica a causa pela que os preços dos alimentos se têm disparado.
Segundo este autor o desencadeamento deste processo tivo lugar no ano 1991, quando os banqueiros do Grupo Goldman Sachs se dirão conta que não há nada de mais grande valor que o "pão nosso de cada dia", e criarão um novo produto de investimento, os chamados derivados, constituidos a partir de 24 matérias-primas, desde metais preciosos e energia, passando pelo café, o cacau e os cereis grao como a soja, o milho ou o trigo.
Outra data marcante nesta caminhada tola emprendida pelos especuladores de alimentos foi o ano 1999, quando a Comissão de Matérias-primas e Futuros, dos USA, desregulou o mercado de futuros.
A vedação estava aberta e outros abutres, como Barclays, Deutsche Bank, JP Morgan Chase, AIG ou Lehman Brothers, entre outros, lançarão-se sobre a presa.
Se no ano 2003 o mercado de futuros de matérias-primas movia aproximadamente uns 13.000 milhões de dolares, com a derrocada financeira de 2008 este mercado experimentou uma evolução exponencial, assim a princípios desse mesmo ano, os investidores especulativos já tinham realizado operações no mercado das matérias-primas por importe de 55.000 milhões, e em Julho a cifra alcançava a quantia de 318.000 milhões de dolares.
Mas esta borbulha especulativa a diferença da imobiliária ou a das tele-comunicações está a afectar directamente a todos os habitantes do planeta, porque os sectores mais prejudicados são os que produzem os alimentos e quem os consumimos, é dizer toda a humanidade, porque todos e todas temos direito a comer.
Esta actividade especulativa não faz sentir os seus efeitos por igual. A população mais pobre do planeta é a mais afectada, porque a suba dos alimentos repercute-lhes mais directamente. Assim se, por termo médio, a povoação que vive no centro do sistema capitalista gasta entre um 8 e um 12% do seu salário na compra de alimentos, a gente mais pobre do mundo, arredor de 2.000 milhons de pessoas, gastam mais do 50% do seu salário em comprar alimentos, fica claro, então, que uma pequena suba dos alimentos, para esta gente, tem efeitos devastadores.
O sector produtor também se vé directamente afectado, na medida em que como passa na Galiza, em muitos casos para produzir um alimento previamente tem-se de consumir matérias-primas que procedem do exterior.
Segundo dados elaborados pelo professor Bernardo Paços o preço da razão alimentar das vacas de leite (elaborada a partir de farinhas de soja, de tigo ou cevada, entre outros compostos) entre Janeiro de 2007 e Dezembro de 2010 sufriu um encarecimento do 23%. O gasóleo agrícola pagava-se em Dezembo de 2010 um 10% mais caro que em Janeiro de 2008, ano, este, de máximos históricos nos preços dos carburantes. Outro factor de produção, como so os adubos também sufrirão subas importes neste mesmo período de tempo, oscilando entre um 32% e um 66%, os mais usados, mas pela contra o preço médio do litro de leite percebido nas explorações em Dezembro de 2010 (0,3087€) quase nom sufriu variação a respoeito do que se cobrou em Janeiro de 2007 (0,3065€).
A estas alturas e com todos estes e outros antecedentes não deveria haver dúvida alguma a respeito de que a política agrária que o BNG quis implantar quando governou a Conselharia do Meio Rural ia na linha correcta, no caminho de conseguir que a nossa agricultura desenvolvera as suas potencialidades diminuindo as suas dependências do exterior, acrescentado a basse territórial das nossas explorações com o fim de que foram mais resistentes e menos dependentes dos movimentos especulativos que se produzem com as matérias-primas.
Remato já com uma frase do artigo de Frederick Kaufman, que resume perfeitamento o que se está a passar nestes momentos. Ele diz, que Wall Street tem a culpa de que os preços dos alimentos sufram crescimentos esponenciais, e eu acrescentaria que a política agrária seguida na UE, que tem este modelo como paradigma, e que cegamente tem assumido este conselheiro de agricultura está a pôr em perigo o futuro da nossa actividade agrária, acrescentado a nossa depedência alimentar.