O JOGO DA LURA


Nom som eu crítico cinematográfico nem muito menos, nom tenho nem ideia do que tinha na cabeça a pessoa que escreveu o guiom. Nem por suposto pretendo fazer umha guia de interpretaçom. Simplesmente quero comentar a impressom que obtivem da visualizaçom desta série sul coreana.

Estava meu filho vendo um episódio no que disparavam à gente na cabeça, a violência é muito explícita, mas nom mais do que qualquer película estadunidense. A minha primeira impressom foi de incompreensom e desgosto, perguntei a meu filho que era isso, e ele contou-me que era umha série sul-coreana de muito sucesso, e comecei a ver.

Vendo desde o começo, independentemente de si é preciso esse nível de violência, mas que é bastante normal em outros filmes asiáticos e como dixem antes estadunidenses, a história que conta nom é tam estranha nem peculiar. Um grupo de vários centos de pessoas recrutados entre gente com problemas económicos graves, é em Coreia mas poderia ser em qualquer outro sítio, pessoas sem porvir e desesperadas que estám dispostas a participar num jogo no que teriam a possibilidade de se tornar milionários e poder começar umha nova vida. Umha vez dentro começa o jogo, no que vam eliminando pessoas fisicamente, mas cada vez é com um jogo diferente, e aí está a questom, a ordem dos jogos e as reacçons das pessoas participantes. Nom som só jogos diferentes ordenados aleatoriamente para eliminar participantes, senom que som jogos que levam umha ordem lógica para chegar até o final.

Nom é nada novo, a pouco que um segue a cadência dos jogos começa a se fazer familiar. Pessoas desesperadas que estám dispostas a arriscar todo para obter umha saída, primeiro jogos brutais que causam um forte impacto, depois começam a se formar equipas, agrupam-se para aproveitar a força do conjunto, mas para lutar entre eles, nunca contra quem os está matando, porque se querem ganhar tenhem que eliminar aos outros competidores, nom a quem organiza o jogo. A medida que transcorre a série vam-se formando diferentes equipas, há grupos hierarquizados, mas também “assembleares”, mas quando o jogo avança, eliminando mais equipas de competidores, e desenvolvendo amizades pessoais entre as pessoas participantes, passam duas cousas, aparecem os “organizadores do jogo” e chega o momento em que através do jogo, no que se formárom amizades, seja precisamente a esses aos que há que eliminar, de novo o objectivo é eliminar qualquer cousa que de humano podam ter para chegar até o final a qualquer preço, a única saída é a individual, esse é o objectivo, nom valem equipas nem amizades, nom vale o grupo, só o individuo.

E quem som os organizadores?, pois pessoas com muito dinheiro que som os que pagam o jogo, é dizer, local, intendência e “exército” que controla e executa, e porque? pois porque podem e o fam para se sentir poderosos, tenhem o poder e manejam a gente a sua vontade. Mas há um terceiro factor que corre paralelo a toda a acçom, a presencia de um polícia infiltrado que descobre, ademais do jogo em si, que há alguns do “exército” que também fam negócio, por suposto no momento de ser descobertos som eliminados, o jogo é dos organizadores e nada mais que deles. E finalmente toda a acçom transcorre em Coreia do sul, todos som de ali, todos menos os organizadores que som ocidentais. Só ao final sabe-se que há um, só um, o necessário, que é da Coreia.

Todo sona conhecido, matando-nos entre nos, enquanto outros tiram benefício, sem ver quem é o inimigo real, os miseráveis que intentam ganhar algo, o infiltrado que vai resolver o problema e que nom resolve nada porque só o povo salva ao povo, e finalmente o factor colonial e os necessários colaboradores. Pode ser que eu apenas o imaginara, pode ser.