Cinco notícias e algumhas perguntas
18 de setembro de 2011 (00:00 h.)
Cameron e Sarkozy visitam Líbia para certificar o seu apoio aos novos dirigentes desse Estado africano
1. Cameron e Sarkozy visitam Líbia para certificar o seu apoio aos novos dirigentes desse Estado africano. Pouco antes, a começos de Setembro, o jornal Liberation publicara um documento de Abril atribuido aos novos governantes de Líbia no que prometia a França 35% do petróleo líbio. Na sua visita Sarkozy negou a autenticidade da carta e afirmou que nom existe nengum acordo secreto sobre as riquezas de Líbia. Sem embargo Alain Juppé, ministro francês de exteriores, afirmara pouco antes que é lógico que os que apoiárom aos rebeldes recibam recompensas, acrescentando a operaçom em Líbia foi custosa, mas também foi um investimento de futuro. A petroleira francesa Total, as británicas BP ou Shell e outras preparam-se para a rapina facilitada pola OTAN. Alguém segue acreditando na boa vontade da intervençom da OTAN? A participaçom espanhola permitirá aumentar a Repsol a sua quota de extracçom ou nom foi suficiente?
2. O Banco Central Europeo (BCE) nom financia aos governos da UE, sem embargo acaba de apregoar a sua decisom, em coordenaçom com outros bancos centrais, de injectar liquidez ilimitada em dólares nos bancos europeus. Umha anúncio de empréstimos à banca europea que se produz ao mesmo tempo que instituiçons comunitárias adiam a entrega ao governo grego de novos recursos prolongando assim a chantagem. Uns recursos que nom chegam a Grécia, nem a Portugal, tam alegremente como os que o BCE canaliza cara a banca senom que lhe custarám recortes sociais, privatizaçons, despedimentos, reduçons salariais,... ao povo grego e português.
Por que os bancos centrais de EUA, Japom, UE, Suiça e o Reino Unido se ponhem de acordo tam rapidamente para sair ao rescate da banca? Por que som as instituiçons comunitárias tam generosas com a banca? Por que privilegiam às instituiçons financeiras frente aos povos de Grécia ou Portugal? Por que nom lhe exigem aos bancos que recebem liquidez que umha troika passe a controlar as suas actuaçons?
3. No que semelha umha ofensiva coordenada os meios de comunicaçom advertem-nos umha e outra vez do que consideram elevado endividamento das comunidades autónomas. Umha situaçom, insistem, que poderia pôr em perigo à economia espanhola. Curiosa preocupaçom a da maioria dos meios de comunicaçom que esquece que a dívida da administraçom central multiplica por quatro à das administraçons autonómicas. Administraçom sobre as que recaim umha parte fundamental dos serviços públicos. Trata-se de aproveitar o medo aos mercados nom só para recortes sociais senom para impulsar umha ofensiva recentralizadora? Depois do processo de privatizaçom/centralizaçom das caixas de aforro e da reforma da Constitución veremos como se aprovam nos próximos meses novas medidas para limitar a já débil autonomia financeira e económica?
4. Perto de um ano e médio depois da celebraçom das eleiçons anúncia-se a existência dum princípio de acordo em Bélgica para formar um novo governo. Nom temos notícias de que durante este tempo as belgas ou as belgas padecessem graves prejuízos económicos ou sociais por este facto. Nom nos consta que ficassem sem serviços públicos, que as funcionários ou funcionários deixassem de cobrar, nem tam sequer sofrérom a desconfiança dos mercados que se abateu sobre outros Estados com um governo central forte. É certo que a maquinária administrativa tem a sua própria lógica de funcionamento mas seguramente também é certo que a elevada descentralizaçom do Estado belga explica em boa medida que seguisse funcionando a pesar das dificuldades para formar governo. Para que serve um governo central forte? Existiria umha metrópole no centro peninsular sem os privilegios acumulados durante décadas da capitalidade política do Estado? Se no Estado Espanhol temos de apretar-nos o cinto nom poderiamos prescindir do governo central descentralizando as suas competências? Ou se preferem umha opçom mais respectuosa com a orde estabelecida por que nom subsituir ao caro governo central por umha troika do FMI, BCE e UE? Isso si que o hotel na metrópole o paguem eles.
5. Aprova-se o teito de gasto para o governo galego e presume Núñez Feijoo de austeridade. Sem embargo durante o mandato de Núñez Feijoo a dívida da administraçom galega cresceu desde os 3.923 milhons de euros do primeiro trimestre de 2009 até os quase 7.000 milhons do último dado. Nada que objectar a esse crescimento da dívida numha época de crise senom fosse porque se produziu ao mesmo tempo que se geralizavam os recortes (sanidade, educaçom, ajudas a investimentos produtivos, I+D,...) e se adoptavam decisons que compromentem os orçamentos de futuros governos evitando a contabilizaçom das dívidas no presente. Por que nom podemos achar informaçom nos principais meios de comunicaçom sobre a evoluçom da dívida pública galega baixo a administraçom de Núñez Feijoo? Por que se segue projectando essa image de austeridade de quem incrementou em mais de 60% a dívida pública ao tempo que fazia profundos recortes em partidas importantes para o bem-estar e o desenvolvimento do nosso país?
1. Cameron e Sarkozy visitam Líbia para certificar o seu apoio aos novos dirigentes desse Estado africano. Pouco antes, a começos de Setembro, o jornal Liberation publicara um documento de Abril atribuido aos novos governantes de Líbia no que prometia a França 35% do petróleo líbio. Na sua visita Sarkozy negou a autenticidade da carta e afirmou que nom existe nengum acordo secreto sobre as riquezas de Líbia. Sem embargo Alain Juppé, ministro francês de exteriores, afirmara pouco antes que é lógico que os que apoiárom aos rebeldes recibam recompensas, acrescentando a operaçom em Líbia foi custosa, mas também foi um investimento de futuro. A petroleira francesa Total, as británicas BP ou Shell e outras preparam-se para a rapina facilitada pola OTAN. Alguém segue acreditando na boa vontade da intervençom da OTAN? A participaçom espanhola permitirá aumentar a Repsol a sua quota de extracçom ou nom foi suficiente?
2. O Banco Central Europeo (BCE) nom financia aos governos da UE, sem embargo acaba de apregoar a sua decisom, em coordenaçom com outros bancos centrais, de injectar liquidez ilimitada em dólares nos bancos europeus. Umha anúncio de empréstimos à banca europea que se produz ao mesmo tempo que instituiçons comunitárias adiam a entrega ao governo grego de novos recursos prolongando assim a chantagem. Uns recursos que nom chegam a Grécia, nem a Portugal, tam alegremente como os que o BCE canaliza cara a banca senom que lhe custarám recortes sociais, privatizaçons, despedimentos, reduçons salariais,... ao povo grego e português.
Por que os bancos centrais de EUA, Japom, UE, Suiça e o Reino Unido se ponhem de acordo tam rapidamente para sair ao rescate da banca? Por que som as instituiçons comunitárias tam generosas com a banca? Por que privilegiam às instituiçons financeiras frente aos povos de Grécia ou Portugal? Por que nom lhe exigem aos bancos que recebem liquidez que umha troika passe a controlar as suas actuaçons?
3. No que semelha umha ofensiva coordenada os meios de comunicaçom advertem-nos umha e outra vez do que consideram elevado endividamento das comunidades autónomas. Umha situaçom, insistem, que poderia pôr em perigo à economia espanhola. Curiosa preocupaçom a da maioria dos meios de comunicaçom que esquece que a dívida da administraçom central multiplica por quatro à das administraçons autonómicas. Administraçom sobre as que recaim umha parte fundamental dos serviços públicos. Trata-se de aproveitar o medo aos mercados nom só para recortes sociais senom para impulsar umha ofensiva recentralizadora? Depois do processo de privatizaçom/centralizaçom das caixas de aforro e da reforma da Constitución veremos como se aprovam nos próximos meses novas medidas para limitar a já débil autonomia financeira e económica?
4. Perto de um ano e médio depois da celebraçom das eleiçons anúncia-se a existência dum princípio de acordo em Bélgica para formar um novo governo. Nom temos notícias de que durante este tempo as belgas ou as belgas padecessem graves prejuízos económicos ou sociais por este facto. Nom nos consta que ficassem sem serviços públicos, que as funcionários ou funcionários deixassem de cobrar, nem tam sequer sofrérom a desconfiança dos mercados que se abateu sobre outros Estados com um governo central forte. É certo que a maquinária administrativa tem a sua própria lógica de funcionamento mas seguramente também é certo que a elevada descentralizaçom do Estado belga explica em boa medida que seguisse funcionando a pesar das dificuldades para formar governo. Para que serve um governo central forte? Existiria umha metrópole no centro peninsular sem os privilegios acumulados durante décadas da capitalidade política do Estado? Se no Estado Espanhol temos de apretar-nos o cinto nom poderiamos prescindir do governo central descentralizando as suas competências? Ou se preferem umha opçom mais respectuosa com a orde estabelecida por que nom subsituir ao caro governo central por umha troika do FMI, BCE e UE? Isso si que o hotel na metrópole o paguem eles.
5. Aprova-se o teito de gasto para o governo galego e presume Núñez Feijoo de austeridade. Sem embargo durante o mandato de Núñez Feijoo a dívida da administraçom galega cresceu desde os 3.923 milhons de euros do primeiro trimestre de 2009 até os quase 7.000 milhons do último dado. Nada que objectar a esse crescimento da dívida numha época de crise senom fosse porque se produziu ao mesmo tempo que se geralizavam os recortes (sanidade, educaçom, ajudas a investimentos produtivos, I+D,...) e se adoptavam decisons que compromentem os orçamentos de futuros governos evitando a contabilizaçom das dívidas no presente. Por que nom podemos achar informaçom nos principais meios de comunicaçom sobre a evoluçom da dívida pública galega baixo a administraçom de Núñez Feijoo? Por que se segue projectando essa image de austeridade de quem incrementou em mais de 60% a dívida pública ao tempo que fazia profundos recortes em partidas importantes para o bem-estar e o desenvolvimento do nosso país?