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18-04-2022

No nosso pais podemos falar de centos de espécies animais e vegetais, que num processo incessante estám a provocar graves alteraçons, algumhas delas sem retorno.

Espécies alóctones invasoras

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Todos os seres vivos, já sejamos animais, vegetais, fungos, protistas ou bactérias estamos desenhados geneticamente para nos reproduzir e expandir. A sobrevivência da espécie é o objectivo, e isto implica ocupar cada vez maior espaço físico. E é esta unha das causas que provoca a evoluçom, já que ao ocupar novos espaços a pressom do médio provoca modificaçons. Os seres humanos somos umha prova clara desse processo de expansom, desde África colonizamos todo o planeta.  

Todos estes movimentos normalmente som lentos e provocam ligeiras modificaçons nos ecossistemas, mas também ás vezes som rápidos provocando alteraçons grandes com extinçom de espécies incluídas, foi este o caso da uniom de América do norte e do sul, inicialmente separadas, tendo a do sul umha grande quantidade de marsupiais, e quedando praticamente todos extintos, exceto algum como o opossum (zarigüeya), que se expandirom até América do norte, mas nom só desapareceram os marsupiais.
 
Mas nunca na história do nosso planeta se dera um movimento tam amplo e rápido de diferentes espécies de seres vivos. Amplo porque abrange todo o planeta, e rápido porque com os médios de transporte em apenas umhas horas cruzamos continentes, um exemplo foi a expansom do SarsCov2, vírus responsável do Covid19. Todo isto provoca um sério problema no nosso entorno natural, a presença cada vez maior de espécies alóctones, algumhas delas com forte expansom, chegando a modificar ecossistemas e incluso provocar a extinçom de espécies autóctones. E já falando do nosso pais, no caso do médio marinho há que somar ademais um factor de grande importáncia, que é o dano que fam à produçom marisqueira.  

Mas tendo em conta que somos precisamente os seres humanos os que estamos a provocar esta recente deslocaçom de espécies, nom sempre ocorre do mesmo jeito, em geral poderíamos falar de três maneiras distintas de deslocaçom ao nosso entorno.  

  • De jeito acidental. No ambiente marinho, quando chegam à nossa costa como acompanhantes doutras, ocorreu em várias ocasions. Ao trazer semente de bivalves, estes chegárom com parasitas. Ou no caso do quitom Chaetopleura fulva, espécie própria do oceano Pacífico que já leva vários centos de anos na Galiza, supom-se que chegaria pegado aos cascos dos barcos da época colonial em América. Ou em água de tanques de lastre. Há umha outra circunstáncia, que é o caso de criar algumha espécie alóctone para tirar benefício económico, e rematar esta fugindo da zona de cria, é este o caso do visom americano.
 
  • Pola mudança climática. Há espécies a se expandir de sul ao norte e que aparecem cada vez com maior intensidade, sendo isto umha prova mais da desfeita que estamos a provocar no clima.
 
 
  • Introduzidas deliberadamente. Este é o mais grave, porque na “busca de benefícios” foram introduzidas espécies sem avaliar o possível impacto que puderam ter no ambiente. Neste caso temos espécies muito conhecidas como é o caso do eucalipto, ou no mar a amêijoa japonesa.
 
No nosso pais podemos falar de centos de espécies animais e vegetais, que num processo incessante estám a provocar graves alteraçons, algumhas delas sem retorno.  

Há casos nos que se da umha competência direita entre a espécie invasora e a autóctone. O caso do anteriormente mencionado visom americano, é umha prova disto, provocou a desapariçom do visom europeu, poderíamos também falar da truita ou do caranguejo de rio e muitas outras. Mas há casos em que isto é mais complexo, por exemplo o eucalipto (como espécie, senom pola nossa introduçom) nom compete com as espécies de árvores autóctones, bem adaptados ao nosso entorno, mas as plantaçons de eucalipto provocam nom só o deslocamento de espécies de árvores autóctones, senom a desapariçom de flora e fauna autóctone. Desde as bactérias e fungos que vivem nas fragas, processando e descompondo as folhas e restos vegetais e que som incapazes de o fazer com as folhas de eucalipto, até outros vegetais que som comuns nas fragas e som incapazes de viver num eucaliptal e do mesmo jeito toda a fauna associada a estes vegetais. Passamos de ter florestas a ter plantaçons. Perda de biodiversidade e risco de incêndios.  

As grandes espécies vegetais seriam até incluso fáceis de erradicar se algum dia se figera umha política florestal séria e adequada ao nosso pais. Mas que ocorre com outras espécies, por exemplo a amêijoa japonesa. A finais do século passado e ante a situaçom terrível de muitos bancos marisqueiros, optou-se pola “soluçom” mais simples, recuperar esses bancos marisqueiros para recuperar a produçom?, nom, introduzir umha espécie alóctone que era muito resistente. O resultado é muito evidente, nom há mais que mirar os próprios dados da Conselharia do Mar, no ano 1997 (primeiro do que há dados na web da Junta) colheram-se um total de 285.000 quilos de amêijoa japonesa, quantidade menor que qualquer das espécies alóctones, babosa, ruiva ou fina, que somavam em total 3.250.000 quilos. Mas se comprovamos os dados de 2021 a cousa muda muito 2.041.000 quilos de japonesa fronte a  863.000 quilos das três espécies autóctones juntas. A amêijoa japonesa está a substituir às espécies autóctones, comem o mesmo e ocupam o mesmo espaço físico, mas com um preço muito menor, e o mais grave, já nom tem volta atrás.  
Mas há ainda no mar umha outra espécie que está a provocar um grave problema já na atualidade e com futuro sinistro, a ostra rizada Magallana gigas, esta espécie foi introduzida na França, pola sua resistência e rápido crescimento. Está a inçar a nossa costa, já chegou às rias de Ferrol e Ares, deslocando o mexilhom. De seguir  a sua expansom para o sul poria em grave risco o cultivo de mexilhom na Galiza.

O resultado, já seja de erros, mudança climática ou bem decisons irresponsáveis, acelera ainda mais a hecatombe ambiental, com muitos graves custos para os ecossistemas e biodiversidade e também o empobrecimento dos nossos sectores produtivos. O sistema capitalista depredador, e um “autogoverno” que nom acredita em nos mesmos, estám a deixar um futuro muito difícil, há que ser conscientes disto para poder tomar as medidas possíveis. 


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