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05-09-2019

É o sistema capitalista e o seu modelo de produçom o que inexoravelmente nos leva à destruiçom do meio.

Estamos a caminho da extinçom?

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS


Este verao a banquisa árctica sofreu um novo e espectacular retrocesso , o gelo do árctico é cada vez menor, e em nom muitos anos para chegar ao polo norte no verao haverá que o fazer em barco. Estamos a viver umha época na que se estám a produzir grandes alteraçons meteorológicas que indicam um cambio climático geral com todas as suas conseqüências. Incêndios na Amazónia e  Sibéria, o plástico no mar, a desapariçom cada vez mais rápida de espécies vegetais e animais...

Há um responsável, o ser humano, mas, é isto inerente à essência humana?, somos os humanos distintos do resto dos animais e depredamos todo quanto temos arredor de nós?. O problema é o contrário, é precisamente esse comportamento, como o de qualquer outro animal o que nos leva à extinçom. Todos os animais estamos “programados” para sobreviver, e explorar todos os recursos, mas num eco-sistema em equilíbrio umhas espécies limitam às outras. Quando este equilíbrio rompe (por exemplo a introduçom de umha espécie alóctone) esta estende-se até a eliminaçom doutras ou a sua própria eliminaçom, em qualquer caso sempre provoca novos ré-equilíbrios que alteram o sistema. No caso dos seres humanos o impacto é muito maior porque temos a capacidade de alterar o entorno numha medida muito superior ao de qualquer outro ser vivo, mas seguimos a mesma dinâmica.  Do mesmo jeito quer coelhos introduzidos em pequenas ilhas comêrom todo até a sua extinçom, ou os lobos quando atacam as ovelhas matam nom as que vam comer, senom todas as que podem. O problema é que o nosso limite é o planeta.

Mas, se esta forma de atuar é própria de todos os seres vivos, nós nom temos capacidade de o fazer doutro jeito?. É dizer, de que nos vale o intelecto e o desenvolvimento técnico?. Somos realmente incapazes de deixar de atuar como animais, sem capacidade de reagir?. Somos capazes, mas nom fazendo o que figemos até agora.

É o sistema capitalista e o seu modelo de produçom o que inexoravelmente nos leva à destruiçom do meio. A inevitável corrida sempre para frente do sistema capitalista explora todos os recursos do planeta sem limite. O lucro é para as elites capitalistas mas a desfeita globaliza-se, nom só as conseqüências, também as responsabilidades. Os grandes meios de comunicaçom falam da responsabilidade do ser humano em abstracto da desfeita planetária, da responsabilidade de cada um de nós. E do mesmo jeito que na religiom fala de dar esmola aos pobres eles falam de reciclar ou nom usar sacos de plástico, mas nom se remata com a pobreza dando esmola nem com o câmbio climático com só reciclar. Isso nom quere dizer que de jeito individual ou colectivo nom se podam realizar acçons, reduçom, ré-utilizaçom, reciclagem, recolhida selectiva de lixo, mas nom porque isto vaia salvar o planeta senom mais como medida educativa para nos fazer conscientes da nossa responsabilidade e da forma de atuar correcta.

Há ademais um outro factor importante neste jogo, o animalismo e certos sectores do ecologismo, que dam um valor intrinsecamente ruim ao ser humano, sendo polo tanto responsabilidade inata do ser humano. Há que ouvir e ler autênticas aberraçons a-científicas, “temos que nos fixar na natureza, apreender dos animais e atuar como eles...” parece que ficárom com a imagem do jardim do éden (Jan Brueghel), em que todos os animais som felizes e “guais” até as vacas jogam com os felinos... Em geral há muita candidez, mas o problema nom som tanto os e as inocentes como aquelas organizaçons que atuam como autênticas corporaçons com importantes apoios económicos detrás e dirigidos segundo a necessidade dos patrocinadores.

Ainda que o nível de ingenuidade no movimento ecologista é importante, é muito mais importante, a quantidade de gente consciente, séria e com entrega que trabalha na denuncia das agressons e na conscientizaçom da gente da situaçom na que nos atopamos. É muito importante o seu trabalho, é muito importante estar aí, na denuncia dum sistema que esta a destruir o planeta no que vivemos, que esta a negar o nosso futuro. Mas também é importante pola conscientizaçom e a luita contra a ingenuidade, ademais do desmascaramento dos “colaboradores necessários” do sistema. Só tendo clara a causa podemos  tirar conseqüências para atuar.   

Alá polo 1989 Fukuyama falara do final da historia pola caída da U.R.S.S. dando por feito o êxito final do capitalismo e a morte do socialismo. O problema é que pode ser o final da história, mas nom pola morte do socialismo que esta mais vivo que nunca senom porque o capitalismo acabe com o planeta antes da humanidade poder acabar com ele. Na situaçom atual nom queda outra que socialismo ou morte.   



[13-09-2019 13:34] Joám comentou:

Dacordo. Parabens.

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