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15-06-2019

A operação militar de desembarque na Normandia foi de facto uma grande operação militar, tal como foi também um enorme banho de sangue.

A gaffe

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ÂNGELO ALVES


Assinalaram-se no passado dia 6 de Junho, em França e na Inglaterra, os 75 anos do desembarque na Normandia. As cerimónias juntaram Trump, Macron, Theresa May, a Rainha Isabel II, Trudeau e Merkel, entre outros. Num momento em que tanto se fala do combate à desinformação e às fake news é profundamente elucidativa a operação mediática montada em torno deste acontecimento da II Guerra Mundial, que repete e amplifica uma das maiores fake news do século XX.

A operação militar de desembarque na Normandia foi de facto uma grande operação militar, tal como foi também um enorme banho de sangue. Mas esta operação militar está longe de ter sido «o dia D», ou a «reviravolta» nos destinos da II Guerra Mundial. O desembarque da Normandia marcou a abertura da frente ocidental na Guerra, algo que a URSS já reivindicava há muito. Uma decisão tão mais tardia quanto a aliança entre os EUA e a Grã-Bretanha não pretendeu, durante vários anos, derrotar a Alemanha nazi, mas sim empurrar para a frente leste a guerra, esperando que a URSS e Alemanha nazi se matassem mutuamente e que após isso britânicos e norte-americanos pudessem ditar qual o desfecho político da guerra. Mas o Exército Vermelho e o povo soviético alteraram os planos anglo-americanos.

Foi em Janeiro de 1942, quando o Exército Vermelho repele as forças nazis às portas de Moscovo e inicia a contra-ofensiva, que se dá a verdadeira viragem. Seguiram-se as grandes e célebres batalhas de Estalinegrado e Kursk, que ditariam definitivamente o rumo da guerra. É precisamente nesse quadro que se dá o desembarque na Normandia, ou seja quando já era evidente a derrota nazi e estava iminente a chegada do Exército Vermelho a Berlim. A verdade que se tenta ocultar é que foi a URSS e o seu heróico Exército Vermelho que contribuíram decisivamente para a derrota do Nazi-fascismo. E foi por essa razão que Putin não foi convidado para a «festa» do revisionismo histórico em que se chegou ao ponto de referir Merkel, ou seja a Alemanha, como parte integrante dos Aliados. Uma gaffe, com certeza, mas elucidativa.



O orixinal atópase en Jornal «Avante!»

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