14:01 Martes, 22 de Maio de 2018
Terra e Tempo. Dixital Galego de pensamento nacionalista.

26-02-2018

É, uma vez mais, a idea de que aqui nunca passou nada de que a Galiza não tem história de seu

A conquista romana da Galiza

Valorar (8)

ALBERTE LAGO VILLAVERDE



O número 45 de Desperta Ferro , de Dezembro de 2017, está dedicado a um minucioso análise da conquista romana do território dos cantabros e astures. Nesta análise não aparece Galiza, o território galego considera-se já conquistado por Roma em algum momento anterior indeterminado.

Consideramos que esta visão do nosso passado é completamente errônea ao tempo que está moi estendida. É, uma vez mais, a idea de que aqui nunca passou nada de que a Galiza não tem história de seu. Eis alguns elementos que faltam nestes estudos.

Nas fontes: Orosio e Floro, falam do Monte Medulio. Floro não indica onde está mas Orosio sitúa-o no Minho: Medullium montem Minio flumini inminenten. O que o deixaria em território galaico.

A inexistência de notícias anteriores que informem da conquista:

  • Cesar chegou por mar até o golfo Artabro, mas não há notícia de que conquistara o território. Esto numa época em que a sua carreira política estava a começar e precisava atribuir-se todos os méritos possíveis.

  • Décimo Junio Bruto pode que não chegara nem tam sequera a entrar na Galiza histórica: a sua vitória contra os galaicos poido ter lugar ao Sul do Douro, e a Valentia que fundou estava no território dos edetanos. Tem que ser a Valencia actual e não Valença do Minho.
Mesmo se fai um emprego de elementos arqueológicos galaicos, nas ilustrações, para caracterizar a astures e cantabros. Por exemplo: o guerreiro que aparece na portada está inspirado numa estátua de guerreiro castrexo, não se indica cal, a reconstrução do guerreiro montanhês cantabro ou astur da pág 28 (pode-se ver na web) leva um casco montefortino copiado do de Caldelas de Tui (que se pode ver aqui)

Paga a pena de recordar que se nos diz habitualmente que este casco não é indígena senão romano ou de atribuição duvidos, a pesar de que se parece muito ao da figura principal da fíbula de Bragança:

Mesmo ha achados arqueológicos de campamentos romanos (roman army ) que se mencionam nos mapas pero dos que não se tiram as conclusões pertinentes. Mesmo nalguns dos mapas , por exemplo o da página 24, fica claro que o território galego não está controlado pelos romanos.

Como o sabemos?

Por que um dos eixos do avance romano de Sur a Norte vai separar astures e galaicos e pola inexistência dum ataque romano desde Galiza seguindo a linha da costa, inexplicável se o território Galaico estivesse controlado por Roma

Para rematar, um dos prisioneiros do arco de Carpentras, no Sur da Francia é identificado como cantabro ou astur, num dos artigos. O chamativo é que o autor que identifica esse monumento como uma referência ás guerras Cantábricas, o catedrático de Arqueoloxía de Grécia e Roma da Universitat Rovira i Virgili, Joaquín Ruiz de Arbulo, crê se trata dum galaico. Há um extenso artigo de Manuel Gago sobre o tema: O guerreiro perdido. Nada de isto se menciona no artigo de Desperta Ferro.

Resumindo, cada vez que estamos a ler um estudo espanhol sobre um tema que da nossa história, convém estar prevenidos de que a visão pode ser bastante parcial. É que ou nós prestamos atenção a nossa história, ou ninguém nos vai falar dela.


Engade o teu comentario:

Os campos marcados con* son obrigatorios.









Aniversario Moncho Reboiras 2017


© Fundación Bautista Álvarez de Estudos Nacionalistas
Terra e Tempo (ISSN 1575-5517)
Avenida de Lugo, 219, 1º, 15703 • Santiago de Compostela • Galiza
981 57 02 65 – info#code#terraetempo#code#gal