21:36 Luns, 21 de Agosto de 2017
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20-03-2017

Uma manifestação silenciada e desvalorizada pela comunicação social dominante antes, durante e depois

Esta luta existiu!

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MARGARIDA BOTELHO


Resultado de imaxes para 1500 pessoas numa marcha do centro de saúde da Baixa da Banheira ao Hospital do Barreiro Marcha em defesa do Serviço Nacional de Saúde


Greve na Matutano, na Casa da Moeda e na Tesco. Plenários com os barcos parados na Transtejo e na Soflusa. Os contratados da manutenção da Petrogal concentrados à porta da empresa. Mais de 1500 pessoas numa marcha do centro de saúde da Baixa da Banheira ao Hospital do Barreiro, em defesa do SNS. Este não é um levantamento exaustivo: é só o que vê quem folheia o Avante! da semana passada. É a prova de que quem não lê o Avante! não está bem informado, porque foram notícias a que só ele deu destaque.

Vem esta referência a propósito da manifestação de mulheres convocada pelo MDM no sábado passado. Foi uma manifestação histórica, inédita no plano nacional e internacional, com mais de 20 mil participantes de todo o País em luta pela igualdade, o desenvolvimento e a paz.

Uma manifestação silenciada e desvalorizada pela comunicação social dominante antes, durante e depois. A marcação da acção por parte do Conselho Nacional do MDM e as diversas iniciativas preparatórias foram praticamente ignoradas. No próprio dia e nos dias anteriores à manifestação não houve as chamadas «antecipações». Nos noticiários do horário nobre a manifestação foi ignorada numa das estações e remetida para o final do alinhamento nas outras duas. Ao contrário do que é hábito não houve repetições das reportagens no dia seguinte e os dois únicos jornais de domingo que referiram a manifestação fizeram-no em pouco mais de três linhas.

Claro que a vida e a luta acontecem mesmo quando a televisão não mostra. Claro que uma manifestação com estas características vale por si e que a marca que deixa em quem nela participa ficará para sempre. Mas os critérios jornalísticos têm regras que pretendem construir e defender a objectividade. Ignorar a luta que os trabalhadores e o povo português travam para dar razão à narrativa de que em Portugal não se luta é, além de uma grande mentira, um péssimo serviço ao prestígio do jornalismo.

[Publicado en Avante!]


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Manifestación do Día da Patria Galega de 2017


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