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30-10-2016

Mulheres dumha naçom periférica, da Galiza, e refugiados sem papeis, realidades muito distintas mas que o capital utiliza para acentuar a exploraçom

De mulheres galegas a refugiados sírios em Turquia

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BERNARDO VALDÊS PAÇOS



Lemos na prensa que a BBC emitiu um documentário no que mostra crianças refugiadas trabalhando em empresas fornecedoras de conhecidas marcas têxteis britânicas. Também constata a presença de refugiados trabalhando numha subministradora de Zara. Anos atrás conhecêramos a nova de imigrantes bolivianos trabalhando em Brasil para fornecedores de Inditex em condiçons denigrantes.

As condiçons das que falam lembram as que padecérom muitas mulheres no rural galego embora elas nom fossem sem papeis mas trabalhadoras legais. Lembremos que o império Inditex – também outras empresas do têxtil- cresceu sobre o trabalho de centos, talvez miles, de mulheres no rural galego. Na imensa maioria dos casos nom trabalhavam como assalariadas senom que tivérom que criar cooperativas. Um trabalho a destalho no que os preços cobrados, a quantidade de prendas e os tempos de entrega decidia-os unilateralmente a matriz. Elas assumiam, sem embargo, o risco empresarial adiantando o dinheiro necessário para fazer frente ao investimento (maquinaria, instalaçons,...). Nom em poucas ocasions recorrendo ao endividamento ou aos aforros da família. Trabalhavam longas jornadas para poder fazer frente a esse investimento, pagar a segurança social e tentar conseguir um salário mínimo. Todo isto numhas condiçons que seguramente hoje nom cumpriria a normativa sobre higiene no trabalho. Autoexploraçom em benefício do capital que se aforrava umha parte importante do investimento, a segurança social,... e que no caso de que a procura caísse simplesmente deixava de subministrar trabalho às cooperativas sem assumir os custos existentes quando a mao-de-obra é contratada e o investimento próprio.

Um modelo empresarial que nunca se desenvolveria num país do centro económico porque se assenta na existência dum importante volume de mao-de-obra subempregada.  Essa força de trabalho feminina e rural que na maior parte dos casos vivia na casa/exploraçom familiar. O facto de poder contar com outros ingressos na casa, de obter parte dos alimentos da exploraçom e de ter –talvez- a vivenda familiar pagada fazia que estas mulheres aceitassem trabalhar longas jornadas ainda que o cobrado nom alcançasse o salário mínimo legal ou inclusive houvesse meses nos que praticamente nom lhes quedava nada limpo trás cobrir as distintas despesas. No seu momento Ramom López-Suevos sinalou a relevância na indústria galega dos assalariados simbióticos, essa mao-de-obra que obtinha parte do seu sustento da exploraçom familiar permitindo dessa forma reduzir o valor da força de trabalho. Embora nom se trate de assalariadas também no caso destas cooperativistas/trabalhadoras-a-destalho/labregas (e trabalhadoras no seu fogar poderíamos acrescentar) se produz umha sobreexploraçom na que se fundamentou o crescimento da conhecida empresa têxtil.

Mulheres dumha naçom periférica, da Galiza, e refugiados sem papeis, realidades muito distintas mas que o capital utiliza para acentuar a exploraçom.  

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