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21-05-2010

É essencial que o nacionalismo galego prosiga com a sua campanha de debate público com a sociedade para dar a conhecer a alternativa possível para fazer frente à crise

Crise... qué crise?

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MANUEL DA CAL VÁZQUEZ


Palabras de Zapatero nunha entrevista a un xornal o pasado 27 de xuño


É esclarecedor que as medidas propostas, nesta semana passada, pelo goveno espanhol do PSOE agradem à cúpula empresarial e agridam às classes populares. Com elas estam a demonstrar, na prática, ao serviço de quem está este governo. Neste último ano e médio vem-se escutando insistentemente em todos os meios de comunicação (rádio, televissão, imprensa) e nas conversas de rua, que estamos em crise. Mas de que é do que se está a falar, de que classe de crise se trata?

A pergunta pode parecer retórica, mas acho que não a é, porque todo o mundo fala de crise mas quase ninguem, sobre tudo por parte da mediática oficial, se atreve a difinir de que classe de crise se trata, a todo o mais ao que se chega é a designa-la como uma crise do sistema finaceiro, e quem se atreve a ir um pouco mais lá define-a como a crise do modelo neoliberal, mas quase ninguem quer falar da crise do sistema capitalista. Por qué será ?

A razão pode ter a ver com que se se admite que o sistema capitalista está em crise esto obriga a ter de pensar em alternativas a este sistema, e a verdadeira alternativa passa pela socialização dos meios de produção, como o melhor jeito de pôr a economia ao serviço do ser humano e das suas necessidades, e não ao serviço da especulação, que é o que está a acontecer nestes momentos.

Nos primeiros momentos da crise, inícios do ano 2008, por parte dos próprios detentadores do poder se chegou a falara da necessidade de "refundar o capitalismo", agora que já lá vam os primeiros embaraços ocasionados pela crise, mesmo propostas como estas já foram esquecidas.

A social-democracia ao mais que ousa, com tuda a valentia que a caracteriza, é a culpar desta crise ao neliberalismo, mas não ao próprio sistema que dá origem a este modelo. Como saída desta crise, tanto desde a direita tradicional como desde a social-democracia o que se nos prometia era um "capitalismo mais humano", com mais regras com o fim de controlar as irregularidades do mercado, sobre tudo o financeiro.

Pela contra as medidas postas em pratica até faz bem pouco consitiram em insuflar quantidades desmdedidas de dinheiro a aqueles que inicialmente apareceram como os causantes da crise, as entidades finaceiras, e alem disso a juros ridículos; mas é de destacar que os emprestimos oferecidos, depois de muita incertidume, a estados como o grego são afectuados com juros de usura.

A dia de hoje estamos obrigados a falar de que nos temos de enfrentar a uma nova fase desta crise. A primeira consistiu no resgate da banca com o dinheiro do tesouro público, a segunda passa pela aplicação das receitas impostas pelo FMI, o BM e o BCE, e estas baseiam-se, no aumento dos impostos que pagamos todos como o IVA, na redução de salários, no ataque às pensões e na desprotecção das pessoas mais necessitadas como as dependentes, baixo o argumento de que há que aperta-se o cinto. As próximas teram a ver com as condições de despedimento e de contratação, com o pagamento dos serviços de saúde e de educação e com a necessidade de adelgaçar o "estado das autonomias", com o que isso significa para uma nação como a nossa.

É esclarecedor que as medidas propostas, nesta semana passada, pelo goveno espanhol do PSOE agradem à cúpula empresarial e agridam às classes populares. Com elas estam a demonstrar, na prática, ao serviço de quem está este governo.

Considero elucidativo que na maioria das tertúlias que se escutam nos meios de comunicação nunca se faga uma analise séria e rigurosa sobre a origem da crise, porque de faze-la teria-se de reconhecer que esta origem tem a ver com a própria natureza do capitalismo e com a lógica inerente ao mesmo de maximização dos ganhos e de minimização dos custes, o que leva implicita a tendência à sobreprodução e que na actual fase de desenvolvimento monopolista se traduce na proliferação do capital fictício, e que tem como resultado final a crise atual.

A maior parte das pessoas que participam nestes programas ou escrevem nos média o que perseguem é agachar esta realidade para que a sociedade não tome consciência da mesma para deste jeito evitar que se podam adoptar posições críticas com o sistema capitalista dominante, e mesmo que se chegue a questionar se este é o melhor sistema económico possível.

Conscentemente negam-se a admitir que o capitalismo está em crise e que a sua vez é a causa da crise, ao tempo que evitam dizer que tanto o PP como o PSOE são partidos políticos que não questionam o modelo económico imperante e que a sua função é a de gerir este sistema, pelo que as soluções que podam aportar não valem para superar esta crise. As propostas do PSOE já as imos conhecendo, mas as do PP já são conhecidas, porque como partido da direita, que é, tem como objectivo defender os interesses do grande capital.

Por tudo isto estimo essencial que o movimento nacionalista galego prosiga com a sua campanha de debate público com a sociedade para dar a conhecer a alternativa possível, aquí e agora, para fazer frente à crise.


[21-05-2010 21:09] Estevo comentou:

Moi boa análise. Parabéns!

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