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26-12-2015

Grupos nacionalistas, especialmente os catalães, ficam excluídos de calquera possibilidade de acordo porque são uma ameaça para a unidade da Espanha.

O labirinto espanhol

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ALBERTE LAGO VILLAVERDE



Imediatamente depois de conhecidos os resultados das últimas eleições a cortes começou a se estender um ruge-rugem por toda a prensa espanhola: a ingovernavilidade. Os resultados não permitem formar uma maioria absoluta no congresso. Mesmo as combinações de dous partidos PP+Ciudadanos ou PSOE+Podemos, com 163 e 167 deputados respectivamente, não alcançam os 176 deputados requeridos para uma maioria absoluta.

A cousa é que tanto a dereita como a esquerda espanholas tem governado com esses números de deputados trás chegar a um acordo cos nacionalistas catalães ou vascos. Mas o que Felipe Gonzalez ou Aznar fizeram nos anos 90 resulta a dia de hoje impensável para os próprios Aznar e Gonzalez. Esses grupos nacionalistas, especialmente os catalães, ficam excluídos de calquera possibilidade de acordo porque são uma ameaça para a unidade da Espanha. Isto, no caso dos vascos, não é nenhuma novidade mas o caso catalão é completamente diferente.

Se imos a Sabino Arana, o fundador do nacionalismo Vasco, a sua postura era independentista desde o princípio, e o PNV segue a ser independentista polo menos formalmente. No caso do nacionalismo catalão, as bases de Manresa, de finais do século XIX, propunham uma república catalã dentro duma república federal espanhola. E esta continuou a ser a postura maioritaria no nacionalismo catalão até depois do 2010.

Na prensa espanhola e nos seus principais intelectuais não aparece reflexão nenhuma sobre o câmbio de orientação histórico do nacionalismo catalão, aparte de considerá-lo um erro, naturalmente. Mas o câmbio de orientação em si mesmo não despertou a mais mínima curiosidade.

Num curso de verão no ano 1999 tivem a oportunidade de ouvir a Xavier Rubert de Ventós: “os espanhóis não vão reconhecer que somos uma nação até que sejamos um estado”. Daquela Rubert de Ventós, que fora senador co PSC-PSOE, considerava que havia duas saídas para o nacionalismo catalão: a via proposta por Maragall de reformar e ampliar a autonomia ou a independência. Desejava-lhe boa sorte a Maragall, mas não cria que a sua proposta fosse sair adiante. Naquel momento a ideologia independentista era moi minoritária na Catalunha.

Cambiar a orientação histórica de todo o movimento nacionalista catalão não era fácil mas o PP conseguiu-no.

E como? A lista seria longa com logros como a demanda de inconstitucionalidade do Estatuto —que incluía artigos dados por bos noutros estatutos— o boicote do cava catalão etc. Com todo, a razão mas importante é o ataque, continuado e por todos os médios, contra o ensino em catalão, a pesar de ser aceitado por toda a sociedade catalã. Paga a pena de recorda-lo, o PP é boa parte do PSOE não aceitou nunca que o ensino na Catalunha fosse em catalão; e em canto tiveram oportunidade dedicaram todos os seus esforços a o torpedear. Aqui há uma lição para o nacionalismo galego, que haverá que tratar noutro momento.

E todos estes ataques foram premiados nas urnas cuma maioria absoluta para conseguir um governo forte. Onde forte, quer dizer que não depender dos catalães.

Ao final a conclusão inevitável para o nacionalismo catalão era que a independência seria mais fácil que a confederação. Ou menos impossível se se preferir. Para se confederar é precisa a colaboração da outra parte; para a independência basta com que te deixar.

É nestas estamos. É costume na política espanholeira, o não preocupar-se das consequências a longo prazo, que já se encarregará outro de as pagar. Mas o problema disto é que o longo prazo adoita tomar-se o seu tempo, mas sempre acaba por chegar.

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