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18-05-2015

Para compreender o compadrio das democracias burguesas com o ascenso do fascismo é preciso ter presente as suas raízes de classe

Nos 70 anos da Vitória de 1945 (I)

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JORGE CADIMA



O mundo mudou muito desde 1939. Há hoje fortes pontos de contacto com a realidade de então, tal como existem importantes diferenças, sendo a mais relevante o desaparecimento da URSS. De novo o capitalismo global se mostra incapaz de gerir as suas próprias contradições e crise. De novo ambições de hegemonia planetária imposta pela força das armas fazem pairar o espectro de novo conflito mundial. Os principais perigos de guerra não vêm hoje das potências emergentes, mas das velhas potências imperialistas (EUA e da UE) incapazes de estancar o seu declínio relativo e de travar a ascensão de outros países, nomeadamente extra-europeus. Importa aprender com as lições da História. Entre as quais a grande lição da II GM sobre o papel decisivo da luta dos povos, mesmo perante as maiores adversidades e quando tudo pode parecer perdido. Foi essa confiança e determinação que permitiu ao povo soviético e ao seu Partido Comunista desempenhar o difícil mas honroso combate que salvou a Humanidade em 1945.

Assinalar o fim da II Guerra Mundial na Europa e a derrota do monstro nazi-fascista nunca é mera formalidade. Tragédia maior da História humana, a II Grande Guerra (II GM) foi também, em múltiplos aspectos, um momento de viragem histórico. Mas a comemoração dos 70 anos de Maio de 1945 ganha importância ainda maior. Confrontadas com uma crise do sistema capitalista de profundidade sem precedentes, boa parte das classes dominantes aposta de novo na guerra, na ditadura e na violência, como instrumentos para afirmar o seu poder. Conhecer o fascismo, as suas origens e patrocinadores, a sua realidade e trágicas consequências, é um imperativo, não só para entender o passado, mas também o presente.

A II GM é inseparável da Grande Guerra de 1914-18, de que foi em certos aspectos a continuação; do ascenso nos anos 20 e 30 do nazi-fascismo – expressão mais brutal e violenta do capitalismo e causa directa da Guerra de 1939-45; e da grande crise do capitalismo iniciada em 1929, que alimentou o fascismo, em particular a sua variante mais violenta e perigosa, o nazismo. A primeira metade do Século XX foi de crise permanente, indissociável do sistema capitalista e das suas contradições.

Na II GM morreram mais de 60 milhões de pessoas – quase metade soviéticos – ou seja, mais de 3% da população mundial de então e quase 15% da população da URSS. Em 2 mil dias do conflito registaram-se cerca de 30 mil mortos por dia. À carnificina juntou-se a destruição em larga escala do continente europeu – em especial da URSS (e da Alemanha), onde se travaram o grosso dos combates – e parte importante do Extremo Oriente. Quase toda a Europa continental chegou a estar sob o domínio directo ou indirecto do nazi-fascismo e em 1942 parecia plausível que as potências fascistas vencessem a guerra.

Tecnologia moderna foi usada para matar milhões de seres humanos, com blindados, aviação e foguetões como os V1 e V2 alemães que semearam a morte e destruição em Inglaterra, mas também com as bombas incendiárias anglo-americanas (que em Tóquio provocaram 100 mil mortos em 9 de Março de 1943 e em Dresden 25 mil mortos em duas noites de Fevereiro de 1945) e sobretudo no bombardeamento atómico pelos EUA das cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaqui, em Agosto de 1945. A barbárie foi levada ao extremo nos campos de concentração nazis, que eram não apenas campos de extermínio de quantos eram incapazes de trabalhar, mas também campos de trabalho onde a exploração era levada até à morte, e que asseguravam a mão-de-obra a custo quase nulo para que os grandes monopólios que levaram Hitler ao poder (Thyssen, Krupp, IG Farben, etc.) pudessem engordar e alimentar a poderosa máquina de guerra nazi. O professor de História Económica nas Universidades de Cambridge e Yale, Adam Tooze, na sua grande obra sobre a economia da Alemanha Nazi, escreve: «o primeiro campo a fornecer em grande escala os seus reclusos foi Auschwitz que, para além do estaleiro de construção da IG [Farben] em Monowitz, também fornecia mão-de-obra para projectos da indústria pesada em toda a Silésia. Foi seguida por Oranienburg, que forneceu 800 reclusos à Heinkel em Setembro de 1942, e Ravensbruck, que fornecia trabalhadoras à Siemens. Em breve, Mauthausen estabelecera uma relação com a Steyr Daimler Puch. Sacshausen abastecia a fábrica da Daimler-Benz em Genshagen. Dachau fazia negócio com a BMW. Outros parceiros notáveis das SS incluíam […] a fábrica da V[olks]W[agen] em Fallersleben».

A caminho da Guerra

Os livros de História indicam o começo da guerra em Setembro de 1939 quando, após a invasão da Polónia pelas tropas nazis, Inglaterra e França declaram guerra à Alemanha. Mas os anos anteriores haviam sido já anos de agressões e ocupações por parte das potências fascistas. Em 1931 o Japão imperial, futuro aliado de Hitler e Mussolini, ocupa a Manchúria chinesa. Em 1935 a Itália fascista lançou a sua guerra de rapina contra a Etiópia, único país africano que havia mantido a sua independência durante a vaga de ocupações coloniais. A Etiópia foi abandonada à sua sorte. «O seu apelo à Sociedade das Nações [antecessora da ONU – N. do A.] apenas foi apoiado pela União Soviética e alguns pequenos Estados. Os EUA, Inglaterra e França não só se negaram a vender armas à Etiópia, como recorreram, na prática, a um bloqueio contra ela». Igual sorte teve a vítima seguinte, a Espanha Republicana, cujo governo democraticamente eleito foi impedido de se defender do golpe militar do fascista Franco – apesar do apoio militar que este recebeu de Mussolini e Hitler – pela vergonhosa política da «não intervenção», que na realidade representou uma luz verde das ‘democracias ocidentais’ à vitória do fascismo espanhol. Apenas a URSS se manteve solidária com a República democrática. No Extremo Oriente, o Japão, aliado desde 1936 à Alemanha nazi e à Itália fascista no «Pacto Anti-Comintern» – que, como o próprio nome indica, assentava no combate à Internacional Comunista e à URSS – lançou-se numa nova fase de ocupação da China em Julho de 1937. Em Março de 1938 foi a vez de a Alemanha anexar a vizinha Áustria (o «Anschluss»). Em seguida, Hitler virou-se para a Checoslováquia, que foi retalhada pelos acordos de Munique, um dos mais sórdidos episódios da política colaboracionista das classes dirigentes de França e Inglaterra com o ascenso do nazi-fascismo. Em 29 e 30 de Setembro de 1938, os Primeiros-ministros inglês e francês, Chamberlain e Daladier, em conjunto com Mussolini e Hitler, desmembraram aquele país – com quem a França tinha um acordo de defesa mútua. De fora da conferência ficou o Governo checoslovaco, que foi vítima das chantagens e ameaças anglo-francesas. Nos dias seguintes a Alemanha nazi ocupou a zona dos Sudetas e a Polónia e Hungria ocuparam também parcelas de território checoslovaco. E em Março de 1939 a Alemanha tomou conta do que restava do país. A Polónia viria a ser a próxima vítima dos apetites expansionistas de Hitler.

Para compreender o compadrio das democracias burguesas com o ascenso do fascismo é preciso ter presente as suas raízes de classe. O fascismo emergiu das entranhas do sistema capitalista, como dominação sem entraves pelo grande capital e latifundiários, que se sentiam ameaçados pela ascensão impetuosa do movimento operário e popular na viragem do século, pela Revolução de Outubro e pelas próprias contradições e crises do sistema, que eram incapazes de controlar. Foi assim em Itália, na Alemanha, em Espanha ou Portugal. E foi assim também em França, Inglaterra ou EUA, onde sectores importantes das classes dominantes eram simpatizantes do fascismo. Norman Montagu, Governador do Banco de Inglaterra (que, sendo o banco central, foi também um banco privado até 1946), declarou numa conferência em Nova Iorque em 1934: «Hitler e Schacht [Presidente do Reichsbank e Ministro da Economia de Hitler – NA] são na Alemanha bastiões da civilização. São os únicos amigos que temos naquele país. Defendem o nosso tipo de ordem social contra o comunismo. Se eles fracassarem, os comunistas chegarão ao poder na Alemanha e, nesse caso, tudo será possível na Europa». Mesmo Churchill, que mais tarde encabeçaria o sector da classe dirigente inglesa que fez frente ao nazi-fascismo, não o fez por convicções antifascistas. O seu biógrafo inglês Clive Ponting escreve: «Churchill era um grande admirador de Mussolini, que chegara ao poder em Itália em 1922. Saudava quer o anticomunismo de Mussolini, quer a sua forma autoritária de organizar e disciplinar os italianos. Visitou a Itália em 1927 […] e encontrou-se com Mussolini, sobre quem proferiu rasgados elogios numa conferência de imprensa […]. ‘Se fosse italiano, estou seguro que estaria de todo o coração ao vosso lado, desde o início até ao fim, na vossa luta triunfante contra os apetites e paixões animalescas do Leninismo’. Durante os dez anos seguintes, Churchill continuou a elogiar Mussolini». E sobre as simpatias de Churchill pelos golpistas espanhóis escreve Ponting: «todas as suas simpatias estavam com Franco e o lado nacionalista. […] Descreveu o governo legítimo e a parte republicana como ‘um proletariado pobre e atrasado que exige o derrube da Igreja, do Estado e da propriedade e a instalação dum regime Comunista’. Contra eles erguiam-se ‘forças patrióticas, religiosas e burguesas, sob o comando do exército […] em marcha para reestabelecer a ordem através da instauração duma ditadura militar’» [sic!].

Em França, o ’susto’ da vitória eleitoral da Frente Popular em 1936 levara à fascização de largos sectores da burguesia, «começando[-se] a ouvir nos círculos da classe alta em Paris um comentário que se tornou quase num cântico: ‘antes Hitler que Blum’»). Nos meses que antecederam a invasão nazi, a burguesia francesa dedicou-se a proibir e perseguir o Partido Comunista Francês (que viria a ser a força dirigente da resistência à ocupação) e a ultimar planos para um ataque militar à URSS! A «opção pela derrota» (título dum livro da historiadora francesa Annie Lacroix-Riz) haveria de conduzir à capitulação frente à invasão nazi em apenas seis semanas e à constituição do ‘governo’ colaboracionista de Vichy.

A política de conivência com Hitler, conhecida por «appeasement», era na realidade muito mais do que ‘apaziguamento’. As classes dirigentes das ‘democracias ocidentais’ que acolheram com simpatia o ascenso de Mussolini, Franco e Hitler, pensavam resolver as suas rivalidades, que um quarto de século antes haviam conduzido à guerra, à custa da União Soviética, inimigo de classe comum. No seu livro de 1925-6 Mein Kampf, Hitler via aí o ‘espaço vital’ (Lebensraum) para o povo alemão. Em Munique, em Setembro de 1938, Chamberlain propôs a Hitler «a solução do problema russo». Em Janeiro de 1939, o Chefe de Estado-Maior da Marinha francesa Darlan escrevia: «Devemos antes de mais nada conservar o nosso Império. O resto é secundário. Por isso […] devemos deixar a Alemanha livre de agir no Leste». O Leste, e a URSS em particular, seria o império colonial da Alemanha – que chegara tarde à ‘corrida para África’ imperialista de finais do Século XIX. Escreve o Prof. Tooze: «No Outono de 1941 Hitler voltou repetidamente ao exemplo americano ao discutir o futuro da Alemanha no Leste. O Volga, declarou, seria o Mississipi da Alemanha. E a conquista sangrenta do Oeste Americano dava à Alemanha o direito de que necessitava para justificar a limpeza da população eslava. […] Uma população ’superior’ de colonos iria deslocar uma população indígena ‘inferior’ abrindo o caminho a uma nova era de possibilidades económicas». O anti-semitismo nazi não estava desligado desse objectivo. Escrevera Hitler no Mein Kampf: «a essência e objectivo do Bolchevismo é a eliminação das camadas da Humanidade que até aqui garantiram a liderança, e a sua substituição pela Judiaria mundial». A «conspiração judaico-bolchevique» era uma teoria então popular no seio das ‘instruídas’ classes dominantes europeias e norte-americana, da qual mesmo Churchill se fez porta-voz. Escreve Tooze: «A invasão alemã da União Soviética é […] a última grande conquista territorial na longa e sangrenta história do colonialismo europeu. A destruição da população judaica era o primeiro passo para extirpar o Estado bolchevique. O que se seguiria seria uma gigantesca campanha de limpeza de território e de colonização, que também envolvia a ‘limpeza’ da esmagadora maioria da população eslava e a colonização de milhões de hectares do Lebensraum oriental com colonos alemães». A guerra era o desenlace inevitável destas concepções, mas também do facto de que a recuperação económica da Alemanha nos anos do nazismo assentara na militarização acelerada. «Quase metade (47%) do crescimento no produto nacional total da Alemanha entre 1935 e 1938 era resultado directo do aumento nas despesas militares do Reich».

Durante anos, a URSS desenvolveu uma acção diplomática intensa, visando criar um sistema de segurança colectiva com acordos de não-agressão e defesa mútua entre o maior número possível de países. Em particular, procurou acordos deste tipo com as duas velhas potências capitalistas europeias, Inglaterra e França», as principais potências coloniais de então, e com a maior das potências capitalistas (EUA). Esta política da URSS baseava-se numa análise sobre os perigos do ascenso do fascismo para a paz mundial e para os povos e sobre as possibilidades resultantes das rivalidades existentes. O grande dirigente búlgaro da Internacional Comunista, Dimitrov, escrevia em 1937»: «Há dois anos, em Agosto de 1935, o VII Congresso da Internacional Comunista, analisando a situação internacional e procurando as vias e os meios de luta da classe operária contra a ofensiva do fascismo, demonstrou a indissolúvel ligação entre a luta contra o fascismo e a luta pela paz. O fascismo é a guerra, declarou o Congresso. […] Ao aceder ao poder, contra a vontade e os interesses do povo, o fascismo procura uma solução para as suas dificuldades internas crescentes na agressão contra outros países e outros povos, numa nova divisão do mundo através do desencadeamento de uma guerra mundial». Esta «nova divisão do mundo», que as potências fascistas pretendiam impor pela guerra exprimia as mesmas rivalidades inter-imperialistas que conduziram à I Guerra Mundial. A Internacional Comunista considerava que o perigo duma nova guerra mundial – para os trabalhadores e os povos, incluindo para a URSS socialista entretanto surgida com a Revolução de Outubro – tornava necessária a unidade de toda a classe operária, mas não só: exigia «a unidade de acção dos países interessados na manutenção da paz». Mas a política de paz da URSS não alcançou frutos imediatos: não era o fascismo que era visto pelas classes dirigentes dos países capitalistas como ameaça, mas sim os comunistas e a União Soviética socialista.

Tentar fazer crer (como está hoje na moda) que a responsabilidade da guerra recai sobre a URSS por ter assinado, em 23 de Agosto de 1939, ou seja uma semana antes do ataque de Hitler à Polónia, um Tratado de Não-Agressão com a Alemanha, é fazer tábua rasa da verdade histórica. O acordo permitiu evitar que a URSS viesse a encontrar-se isolada, combatendo simultaneamente em duas frentes: naqueles mesmos dias tropas soviéticas combatiam lado a lado com os seus aliados mongóis contra tropas japonesas invasoras, junto ao rio Khalkhin Gol. O acordo permitia ainda ganhar tempo precioso. Como escreve o gaullista De La Gorce: «Não há qualquer dúvida de que os acordos de Munique convenceram [os soviéticos] de que a França e a Grã-Bretanha, perante o risco de uma guerra geral, preferiam um compromisso com Hitler e excluíam, em qualquer caso, a opção de lhe resistir com a ajuda da União Soviética. Não há qualquer dúvida de que eles foram sensíveis a todos os indícios que sugeriam que elas deixariam a Hitler as mãos livres no Leste e que a União Soviética deveria então enfrentar, sozinha, as acções alemãs, com o risco de ver Londres e Paris intervirem mais tarde, quando a Alemanha e a Rússia se tivessem mutuamente destruído. […] Não é correcto, como fizeram mais tarde os países ocidentais, invocar qualquer semelhança entre a URSS e a Alemanha para ver nisso o verdadeiro fundamento do pacto germano-soviético. A hostilidade feroz para com o comunismo e a vontade de destruí-lo sob todas as suas formas estavam na própria raiz dos movimentos fascistas. […] Foi o partido comunista alemão que [Hitler] proibiu e esmagou em primeiro lugar»». Havia, aliás, precedentes para acordos com Hitler: o acordo anglo-germânico sobre a dívida de 1934»; o tratado naval anglo-germânico de 1935, assinado «nas costas da França»»; o pacto pós-Munique Bonnet-Ribbentrop; ou o tratado de não-agressão polaco-alemão de 1934. Também a história da ‘ocupação da Polónia oriental pelas tropas soviéticas’ é objecto de falsificação. A URSS aproveita a conjuntura criada em Agosto de 1939 para recuperar territórios que haviam sido seus, chegando até à linha de armistício proposta na guerra polaco-soviética em 1920 pelo então MNE inglês, Lord Curzon. Essa guerra fora iniciada pelas classes dirigentes polacas para, aproveitando as debilidades da jovem Rússia soviética, anexar território. A Linha Curzon é hoje a fronteira da Polónia, e os territórios a leste (descritos como ‘Polónia Oriental’ pela propaganda anti-soviética) são hoje território da Ucrânia, Bielorrússia e Lituânia. Incluem Vilnius, a capital da Lituânia. Nessa região, «mesmo de acordo com as estatísticas oficiais polacas do período inter-guerras, os polacos não constituíam a maioria da população». «Mal tinha sido estabelecido pelos seus amigos ocidentais, [a Polónia] travou guerras contra a Rússia, a Alemanha, a Lituânia e mesmo a Checoslováquia – em todos os casos para ocupar territórios em disputa». O ditador polaco Pilsudski, e o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros Beck «que tinha calorosas simpatias pela ditadura Nazi» aproveitaram os acordos de Munique para, a 1 de Outubro de 1939, ocuparem a região checa de Teschen. Como em França e Inglaterra, foi a cegueira reaccionária dos dirigentes polacos que conduziu o seu país à desgraça e o mundo à guerra. Não é preciso concordar-se com todos os aspectos da política externa soviética daqueles anos para perceber que a reescrita da História que é hoje moeda corrente procura escamotear as simpatias fascizantes de grande parte das classes dominantes da Europa dos anos 30 e as suas responsabilidades directas no abrir caminho para a catástrofe de 1939-45.


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