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05-01-2015

A sociedade foi mudando, os ritmos som outros, mas seguimos a ser humanos e conseqüentemente seguimos a ser seres sociais

Redes sociais

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Estamos no ano 15 de este século, estamos na era das tecnologias, na época das redes sociais. E antes nom existiam as redes sociais?, entom o ser humano nom é um animal social?. É mais rede e mais social relacionar-se através de umha computadora com umha pessoa do outro lado do planeta que falar com um vizinho?, ou só a relaçom pessoal é valida?.

Os seres humanos somos sociais por natureza, de outro jeito nom chegaríamos até onde estamos agora, seriamos umha mais das espécies que se extinguírom ao longo da evoluçom. Umha grande parte da nossa formaçom é precisamente a da vida em sociedade. A escola tem umha dupla missom, ambas educativas, a de aquisiçom de conhecimentos, mas também e nom menos importante a de socializar-nos, aprender a viver com o resto de humanos, de ai a importância de que as escolas sejam mistas e que ao longo do processo educativo exista interacçom com o entorno e a realidade social na que está inserida a escola.

Eu quando era pequeno tivem a sorte de viver na cidade, mas passar todo o verám na aldeia. Isto permitiu-me viver em dous mundos nom muito distantes, mas si distintos na forma de se relacionar a gente. Finais dos 60 e principio dos 70, anos com muito movimento na cidade, muito tecido associativo, grande parte dele na clandestinidade e com um grande sentido de solidariedade. Na aldeia os ritmos eram diferentes, mas nom era possível viver sem contar com o vizinho, umha grande parte dos trabalhos do campo faziam-se em comum, lembro a sega, carretagem de trigo e a malha, havia umha maquina de malhar de cor vermelha da que lembro a sua inscriçom “todos para uno” e que ia passando por todas as casas, era um trabalho comunitário, de outro jeito seria impossível. A sociedade foi mudando, os ritmos som outros, mas seguimos a ser humanos e conseqüentemente seguimos a ser seres sociais. Mas agora abre-se umha nova possibilidade, a de poder interacionar com outras pessoas que nom tenhem porque ser do nosso entorno imediato, que podem estar no outro lado do planeta, com experiências vitais totalmente distintas ás nossa, permite polo tanto apreender de outras realidades. Um mundo que está ai, em qualquer telemóvel, tablet ou pc. Mundo virtual porque é através de fios e electricidade, mas real porque os que escrevem do outro lado som seres coma nos.

Mas o problema do uso das redes e de mirar mais alá nom está no se uso, é dizer em ver e se relacionar com gente através das redes, senom em perder a perspectiva de onde estamos nos. Se com os meios de comunicaçom de hoje em dia já é difícil saber onde vivemos, (se um se limita a ver e ler as informaçons ás que se tem acesso, na maioria dos casos sabemos mais do que ocorre em qualquer pequeno lugar do mais remoto estado de USA ou do que opinam os contra-revolucionários em Venezuela que do desastre demográfico do nosso pais ou se pecha umha empresa a carom nossa. Na televisom galega veremos mais folclóricos andaluzes de cassete de gasolineira que musica feita por galegos e galegas) se ademais substituímos parte ou grande parte das nossas relaçons sociais polas redes electrónicas, perdemos grande parte ou toda a perspectiva da sociedade da que formamos parte. Dificilmente poderemos analisar com claridade a realidade na que vivemos, se essa realidade a vemos através de olhos alheios ao nosso entorno (porque a nossa visom está mediatizada polas relaçons que nos temos do mesmo jeito que nos influímos nos nossos conhecidos), e convertemos-nos em carne de canhom para os oportunistas da demagogia da generalizaçom.


Hoje é fácil conhecer gente que nom conhece aos seus vizinhos e vizinhas ou companheiros de trabalho ou estudos mas que tem mais de mil amizades em facebook. Gente que apenas tem vida social e que dedica mais de umha ou duas horas diárias ás redes. Isso si, a maioria de estes grandes fenómenos das redes dirám-che que estás isolado se nom tés facebook e/ou twiter ou se nom usas o whatsap ou o correio electrónico, ainda que mantenhas relaçons com vizinhança, companheiros de trabalhos e/ou estudos.

Nom quero com isto dizer que há que evitar as redes sociais, que seja mau por si ter e usar facebok, twiter, whatsap... Mas si quero dizer que as redes sociais electrónicas nom podem substituir ás redes sociais de toda a vida, que é preciso estar relacionado com o nosso entorno físico, ambiental e humano, primeiro pola nossa saude mental, (nom podemos converter-nos em hikikimoris) mas também porque se nom conhecemos o nosso entorno mais imediato e isso inclui por suposto o entorno humano, nom poderemos conhecer onde vivemos nem fazer umha análise adequada do que somos e onde vivemos. E se nos nom o fazemos, outros farám-no pro nos. Em absoluto é mau utilizar, participar e até abusar das redes sociais electrónicas, mas sem perder a perspectiva de que estas sempre devem secundárias, nom podem substituir as redes sociais de toda a vida. Podemos viver, e assim o fixemos até há pouco tempo, sem as redes sociais electrónicas, do mesmo jeito que vivíamos sem telemóvel ou sem televisom. Mas nom podemos viver sem relaçons sociais.

Agora bem como dixem ao principio vivemos no ano 15 do século XXI e a estas alturas da película nom podemos ser alheios ao mundo que nos rodeia, há que ter vida social e vida electrónica, podemos viver sem ela? Estritamente viver si, mas nom viver na realidade actual, do mesmo jeito que utilizamos os transportes ou a telefonia... forma parte do nosso mundo e se queremos estar em ele temos que usa-las. Sempre tendo claro que que as redes electrónicas nunca podem estar por acima das redes sociais clássicas nem poderám substituir a estas. mas hoje viver na sociedade e abrir-se á sociedade na plenitude da palavra inclui também participar em todas as formas possíveis de inter-relaçom humanas.


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