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05-09-2014

Quando Ricardo Carvalho Calero dixo que o Galego ou era galego-português ou galego-espanhol eu acho que é simples entender isto último, estava a profetizar um futuro que estamos a viver e cada dia com mais clareza, cada vez se fala men

A nossa língua em perigo

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Como Castelao dixera, se ainda somos galegos e graças á nossa língua. É por iso que o compromisso e por tanto o seu uso nom é simplesmente importante ou umha questom mais. É essencial e fundamental fala-lo sempre e em todo lugar.

Mas, mais alá da fala está a escrita e aqui começa o problema. Os espanhóis nom tenhem problema em falar de qualquer maneira e em escrever igual, é evidente que um andaluz escreve distinto do que fala, o dicionário da real academia da língua espanhola assume como espanholas qualquer das palavras usadas desde Espanha até Chile polo sul ou México polo norte, e há umha norma ortográfica comum. Há muitas mais diferencias fonéticas e gramaticais no espanhol falado nos diferentes países que o tenhem como língua oficial do que há entre o galego e português, já seja falado na Europa, África, América ou Asia, mas ainda há quem di que som línguas diferentes, irmás mas diferentes, assumindo como própria umha ortografia alheia, a espanhola. E nom falo de espanhóis nem de espanholistas, senom de utentes integrais de galego. Também e verdade que o espanholismo desde a direita á esquerda defendem esta normativa, mas para eles é o normal, som espanhóis, nom é a sua língua, a defesa do galego em eles tem a mesma credibilidade que em Obama a da liberdade dos povos.

Há uns dias lim um artigo de Maurício Castro no Sermos Galiza, falava ele dum factor importante como é a quantidade de falantes da nossa língua. Mas sendo algo a ter em conta nom é para mim o mais importante (concordando coa totalidade do artigo), ainda que da outra beira do Minho nom houvera mais pessoas que as que há na Galiza, e Portugal nunca tivera umha história colonial e só se falara Português em Europa nos seguiríamos a ser galegos e seguiríamos a falar a mesma língua ao norte e sul do Minho e seria igual de importante a reunificaçom.

Quando Ricardo Carvalho Calero dixo que o Galego ou era galego-português ou galego-espanhol eu acho que é simples entender isto último, estava a profetizar um futuro que estamos a viver e cada dia com mais clareza, cada vez se fala menos galego e cada vez está mais deturpado. Vou comentar algum exemplo do que pode ser o nosso futuro para mal e para bem. A finais da primeira guerra mundial Caríntia, um território de Eslovénia passou a ser parte de Áustria, durante a época do III Reich assumírom que em Caríntia falava-se umha outra língua mas nom foi reconhecida como esloveno mas si como caríntio... hoje só se fala Alemám. Hoje no sul da Bélgica fala-se francês, ainda que a zona conserve o nome de Walonia da sua língua apenas fica nada, a pressom do francês foi muito forte, mas no norte. Em Flandres que falavam umha variedade do neerlandes, mas eles si figérom umha unificaçom lingüística com o outro lado da fronteira hoje em Flandres o neerlandes está vivo e com futuro.

Quando temos um problema como o nosso, onde a língua estivo proibida muitos anos, escreve-la e fala-la, e está a perder utentes, há duas prioridades normalizaçom e normativizaçom. As duas som precisas, a primeira porque se nom se fala nom há língua mas a segunda também o é. Umha língua como a nossa baixo a pressom abafante do espanhol, umha língua também latina e polo tanto similar, está e perder vocabulário, expressons... assumindo como normal vocabulário ou formas espanholas. Se temos ortografia própria que estám a usar mais de 200 milhons de pessoas em todo o mundo, e falamos como eles, diferentes sotaques, mas a mesma língua, que é o que está a passar?. Aos espanholistas preocupa-lhes a normalizaçom, pola normativa nom se preocupam essa guerra já a fazemos entre nos.   

Mas eu queria falar da minha experiência pessoal, quando em algum lugar tenho que dar o meu nome uso o D.I. e perguntam-me porque está escrito assim, umha vez que o explico nom há problema, mas si curiosidade, se o galego tem ortografia própria porque nom a usamos?. Isto ocorre na maioria dos casos por nom dizer em todos, nos que nom ocorre é nos que si sabem porque o escrevo assim, a aí onde esta o problema, gente que habitualmente usa o galego mas que som totalmente refractários ao reintegracionismo.

Nom entendo porque se as crianças na escola som capazes de aprender inglês ou francês com diferentes ortografias próprias a esses idiomas, porque nom podem aprender o galego coa sua própria?. E os adultos somos tam estúpidos que se vemos escrito Janeiro nom sabemos que é um mês?. Que é o que nos passa?. Nom estou a falar de utentes de “postal”, estou a falar de pessoas que assumem a sério a situaçom do galego mas que som muito beligerantes com a nossa própria ortografia. Chamam elitistas a quem a usa, onde está o elitismo por usar a ortografia que nos é própria?, escrever janela, coelho ou minhoca é elitista e escrever xanela, coello ou miñoca nom o é. Também somos lusistas por escrever o galego do mesmo jeito que se escrevêrom as cantigas entre os séculos XII e XIV? Nom era isso galego?. Se a fala é a mesma porque tanto problema com a escrita?, eu nom o compreendo, mas aprecio que se use o galego ainda que seja com ortografia espanhola.

Mas o problema é muito sério, o galego na Galiza está a desaparecer, nas cidades já é marginal, e o espanhol segue a avançar nas vilas e no rural. Ou reagimos ou desaparecemos. Eu nom som mais que um utente de galego preocupado polo que vejo e escoito ao meu arredor, ou mais bem deixo de escoitar. E acredito que, só empreendendo de umha vez a normalizaçom contra vento e maré, e a normativizaçom na nossa própria ortografia, assumindo que a um e outro lado da raia falamos igual, poderemos ver as mil Primaveras mais para o galego das que falava Cunqueiro. E poderemos assim a seguir a ser galegos e galegas.

E quero rematar como comecei citando a Castelao: A nossa língua vive e floresce em Portugal.



[10-09-2014 13:10] Toel Moum comentou:

Si, si, moi ben. Dacordo. Pero non esquezas meu, que primeiro e a fala, sermos nós. Logo, ímonos entender de seguro.

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