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16-06-2014

Líderes da Otan encenam farsa deliberada na Europa, desenhada para reconstruir uma Cortina de Ferro entre Rússia e Ocidente

A cortina de ferro de Washington na Ucrânia

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DIANA JOHNSTONE



Com uma unanimidade surpreendente, os líderes da OTAN (Organização dos Estados do Atlântico Norte) fingem surpresa em relação a eventos que eles planejaram com meses de antecedência. Eventos que eles deliberadamente provocaram estão sendo mal representados como repentinos, surpreendentes, “agressão russa” sem justificativa. Os Estados Unidos e a União Europeia levaram a cabo uma provocação agressiva na Ucrânia que eles sabiam que forçaria a Rússia a reagir defensivamente, de uma forma ou de outra.

Eles não poderiam ter certeza de como exatamente o presidente russo Vladimir Putin reagiria quando ele viu que os Estados Unidos estavam manipulando o conflito político na Ucrânia para instalar uma tentativa do governo pró-Ocidente de se unir à OTAN. Esse não era apenas um caso de “esfera de influência”, nas “cercanias” da Rússia, mas uma questão de vida ou morte para a marinha russa, assim como uma ameaça grave à segurança nacional na fronteira da Rússia.

Uma armadilha foi, assim, armada para Putin. Se corresse o bicho pegava, se ficasse o bicho comia. Ele não poderia reagir de menos e trair os interesses nacionais básicos da Rússia, permitindo que a OTAN avançasse suas forças hostis até uma posição ideal de ataque.

Ou ele poderia reagir demais, enviando as forças russas para invadir a Ucrânia. O Ocidente já estava pronto para isso, preparado para gritar que  Putin era o “novo Hitler”, prestes a invadir a pobre e indefesa Europa, que só poderia ser salva (novamente) pelos generosos norte-americanos.

Na realidade, o movimento de defesa da Rússia foi um meio termo razoável. Graças ao fato de a esmagadora maioria dos crimeanos se sentirem russos, tendo sido cidadãos russos até que [Nikita] Khrushev [ex-secretário-geral do Partido Comunista Soviético] frivolamente concedeu o território à Ucrânia em 1954, uma solução democrática e pacífica foi encontrada. Os crimeanos votaram em voltarem a fazer da parte da Rússia em um referendo que foi perfeitamente legal de acordo com a lei internacional, apesar de violar a Constituição da Ucrânia, que estava em frangalhos por ter sido recentemente violada pela deposição do presidente devidamente eleito do país, Viktor Yanukovich, o que foi facilitado por milícias violentas. A mudança de status da Crimeia foi alcançada sem derramamento de sangue, nas urnas.



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