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05-05-2014

O mar aguantará o que lhe botem ate ficar sem nada, mas nos temos direito a viver dos nossos recursos e com dignidade

Só por mar se chega a Europa

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Em 21 dias há eleiçons europeias, mas para que Europa?. Nem sequer somos um continente, geograficamente nom somos mais que a parte mais ocidental de Asia já que nom estamos separados fisicamente de ela. Geórgia, Azerbaijam e mesmo Israel participam em “tinglados” como Euro-visom ou nas competiçons desportivas, e porque nom Síria ou Palestina?. Mas estamos a falar de eleiçons ao parlamento europeu, ao parlamento europeu da UE que nom de Europa, há países de Europa, e nom poucos, que nom estám na UE.

Eu nunca compreendim porque mudárom o nome de mercado comum europeio MCE, durante algum tempo comunidade económica europeia CEE e finalmente a uniom europeia UE, já que na prática segue a ser um mercado comum para as grandes empresas, para estar poder dispor de um território mais amplo onde estender-se e vender. Escolhemos deputados para um parlamento europeu ao contrário de qualquer outro parlamento nom legisla, fai directivas. Temos comissom europeia com o seu presidente, conselho europeu com o seu presidente... Mas ao final a política económica a marca Alemanha, e a política exterior nem sequer o fai nengum pais europeu como vimos em Iugoslávia, Iraque, Afeganistam e agora em Ucrânia, som os Estados Unidos de América os que a marcam.

Como a arqueologia e mais tarde Brian Sykes (com os seus estudos genéticos) demonstrárom, os galegos já navegamos polos mares de Europa antes de começar a era cristá. Sempre fomos um povo marinheiro e pescamos mais alá das nossas rias. Galiza, Europa e mais tarde todos os oceanos e ainda assim para a EU nom somos um povo dependente do mar. Claro que para quem nos representa em Europa iso nom é importante.

Tivo que chegar o BNG ao parlamento europeu para que por primeira vez se reconhecera o marisqueio como actividade específica, há que ter em conta que ate agora estava englobada na aqui-cultura. Tivo que chegar o BNG para que em Bruxelas souberam que na Galiza existem embarcaçons de artes menores e que representam á maior parte do sector, que ademais criam muitos postos de trabalho e som as mais respeitosas com o meio marinho. Se nom fora polo BNG a visita da comissom de petiçons do parlamento europeu ás rias galegas nom se teria realizado. Tivo que ser o BNG porque os partidos espanhóis estavam muito ocupados defendo os interesses de Espanha, como se viu nas negociaçons da zona de pesca de Mauritánia onde a frota galega ficou excluída mas nom a andaluza, para iso si que se movêrom PP PsoE e IU. Esquecia-me de que o PP e o PsoE também participárom na elaboraçom do informe da visita ás rias galegas, participárom para que se eliminara del qualquer referencia á contaminaçom, ausência de depuradoras e estado desastroso das rias.

O nosso pais, os nossos sectores produtivos e polo tanto o nosso povo somos para Espanha moeda de troco na UE, umha moeda de troco barata, vendem-nos para que Espanha poda vender tomates ou construir barcos em Andaluzia como bem sabem PP, PsoE e IU. Agora andam a passear por aqui, e como há galegos e galegas nas suas listas venhem dizer que vam nelas para nos representar e defender. Há incluso quem se denomina nacionalista e “coloca” umha pessoa na sua lista, em postos de saída, “que bom é o primo de zumosol”, mas os que gostamos da fruta do pais nom queremos “ajudas” de quem sobradamente demostrou e demostra que nom acredita em nos mais que para sacar uns votos para Espanha, aqui em Ferrol sabemos muito bem que o veto á construçom naval foi só para Galiza e o dique já o tenhem em Cádiz.

Desde o 1 de Janeiro de 1986 estamos na UE som já 28 anos nos que vimos como há cada vez menos barcos de pesca, menos sítios onde ir pescar, menos mariscadoras e mariscadores, a gente que antes vivia do mexilhom quase nom pode sobre-viver, as conserveiras vam desaparecendo. Mas há peixe e marisco nas prazas e nas tendas pescado e apanhado fora da Galiza, há conservas de mexilhom de bateia mas as bateias estám em Chile, as mariscadoras vam-se jubilando e os seus filhos e filhas emigram porque aqui nom há trabalho. Sempre representados polos que agora nos lembram que há galegos nas suas listas, “Galego coma ti” era o lema de campanha de AP com foto de Fraga nas primeiras eleiçons á Junta da Galiza (como bem punha num cartaz pendurado em Ferrol, também foi Franco), assim de bem defendêrom os interesses da Galiza, com a mesma identificaçom com Galiza que os do cartaz de AP e com a mesma com Espanha também o há que dizer.

Há já muitos anos que sabemos que o caminho mais curto a Europa e polo mar, ir nos por nos mesmos, se atravessamos Espanha roubam-nos todo, a alguns ate a dignidade de ser galegos e galegas. Esta UE é o que é, e nom da para mais porque nom está feita para iso, está feita por e para o grande capital. Mas, ainda assim o pouco que podamos fazer, o pouco que podemos obter ou é por nos mesmos ou nom é. O mar aguantará o que lhe botem ate ficar sem nada, mas nos temos direito a viver dos nossos recursos e com dignidade. Assim que em 21 dias só há umha opçom, por proa a Europa subidos no barco do BNG.



[05-05-2014 22:21] Maite comentou:

Moi,moi bo compañeiro .noraboa. AInda que eu ademàis diría que Galicia non só é mar, tamén é monte. Pola parte que me toca decir que " sen castañas, chorurizo e viño non se anda nengún camiño".noraboa outra vez

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