14:23 Xoves, 21 de Novembro de 2019
Terra e Tempo. Dixital Galego de pensamento nacionalista.

05-03-2014

Que está a passar?, isto é normal?, porque tanto mal tempo?

Esta tolo o tempo ou somos nos os tolos?

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Levamos já mais de dous meses com chuva e vento, um temporal atrás doutro, alertas laranjas, amarelas ou vermelhas, por ondas, por vento. Os barcos amarrados sem poder sair ao mar, bancos marisqueiros estragados...

Que está a passar?, isto é normal?, porque tanto mal tempo?. O clima é algo muito complexo no que influem múltiplas factores. Temos um período de tempo demasiado longo com temporais muito intensos, mas poderia ser um ciclo normal que se repetira num intervalo de tempo para o que nom temos registos, mas também poderia ser algo anormal causado por circunstancias naturais, qualquer destas duas opçons poderia ser certa. A ausência dum conhecimento de todos e cada um dos factores que influem no clima e as suas interacçons, fai possível que pudera ser algo natural que ainda nom compreendemos.

Mas, ainda nom compreendendo na sua totalidade o funcionamento do clima, si temos conhecimento dumha grande quantidade de factores que em ele intervenhem, e muitos deles som alterados por nos. Levamos já mais de dous-centos anos deitando massivamente na atmosfera gases de efeito estufa, eliminando as florestas tropicais, contaminando os oceanos onde se produze a maior parte de osigênio e elimina-se o dióxido de carbono. Chega-se a atrocidades, como eliminar toda a floresta de Indonésia para depois fazer plantaçons de palma azeiteira para produzir biodiesel, realmente pode-se chamar biodiesel?. Sete mil milhons de humanos no planeta consumindo como se nom houvera fim dos recursos, deitando lixo como se o planeta fora infinito... É verdade que o capitalismo selvagem e depredador que só busca o lucro imediato é o responsável desta desfeita, mas, algo de responsabilidade teremos cada um e cada umha de nos.

Há por tanto umha elevada possibilidade de que os humanos tenhamos algo a ver com o que está a passar. Ainda sem ter a certeza absoluta, há muitos factores que indicam que isto pode ter algo ou muito que ver com o nosso comportamento. Se isto é assim, já nom estaríamos a falar dum inverno anormalmente mau ou ruim, senom de algo que pudera volver a acontecer com certa freqüência. Se alteramos o equilíbrio do clima o normal é que aconteçam cousas anormais.

Mas, independentemente de que iso seja responsabilidade nossa ou nom, há um outro factor que fai que os efeitos dos temporais que estamos a passar sejam piores. Num pais como o nosso, com a maior parte da povoaçom vivendo á beira do mar, nom nos demos conta que a linha de costa está aí e nom noutro lugar, porque é até aí onde chega o mar?. É verdade que há vários factores que figeram que o mar chegara muito adentro, baixas pressons atmosféricas, marés vivas e fortes ondas. Mas nom sabemos que iso pode acontecer? Nunca passou antes?. É sabendo todo isto como se nos ocorre construir nom já perto da linha de costa?, mesmo construímos nela, e ainda mais, avançamos cara ao mar ganhando terreno com recheios para fazer “passeios marítimos”, que mais bem haveria que chama-los ruas no mar. Passeios, bares... edificamos onde nom há muito havia mar, entom, pensamos que pomos quatro pedras e já está?, pedras grandes iso si.

Agora estamos a ver as conseqüências de algo que já sabíamos que ia passar, mas nom há problema, a Junta da Galiza já fixo umha nova lei de costa que permite construir ainda mais á beira. Milhons de euros gastados em construir ali onde nom se podia, e agora milhons em reparar o que nunca se deveu fazer e que de novo vai voltar ser desfeito polo mar. Mas nom há problema, o custo o vamos a pagar entre todos e todas.

Há algo que nom queria deixar de comentar. Lembro umha vez fazer umha queimada na praia, e ver como as pulgas do mar se tiravam em ela ardendo, atraídas pola luz, evidentemente morriam. Mas quando vejo imagens dos temporais, e vejo a quantidade de pessoas que estám ali á beira do mar a mirar, algum e algumha já nom o contárom, um pensa se a imensa quantidade de neurónios mais que temos a respeito de um pequeno crustáceo servem para algo, ou só para ter umha cabeça mais grande?.

Há um dito que di que o sentido comum é o menos comum dos sentidos, mas um ás vezes pergunta-se se iso existiu algumha vez. Polo menos no nosso pais deveríamos saber que todo tem um limite e que o mar nom se domestica.



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