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05-01-2014

Temos que ter formaçom que nos de capacidade de análise para poder achegar as nossas ideias, para poder desmontar o dogma que nos coloniza e oprime

Ciência contra dogma, para algo temos cérebro

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Dizia Joseph Goebbles ministro de propaganda nazi, que umha mentira repetida mil vezes converte-se em verdade. Mas umha vez que temos a mentira instaurada temos que lhe dar um corpo, umha entidade, um dogma indiscutível que a imponha e justifique todo na defesa da “verdade”.

Haveria muitos exemplos para por começando pola religiom, agora que acabamos de passar o natal que por “acaso” coincide com o solstício de inverno. Nasceu o deus dos cristians e como dogma que é nom se pode por em questom, “é umha verdade indiscutível”. Mas nom é particular do cristianismo, todas as religions estám baseadas em princípios indiscutíveis, verdades reveladas a visionários ou santos para nos mostrar o caminho da salvaçom..., e de passo o da alienaçom e domesticaçom.

Mas nom é a religiom do que quero falar, temos ao longo da história da humanidade muitos exemplos deste mesmo jeito de actuar. Nom temos mais que mirar na actualidade em torno de nos e ver como se assume por umha grande parte da populaçom que todos somos responsáveis da actual crise do capitalismo. Ou o e que é ainda muito mais grave e umha das bases principais do mantimento da nossa colonizaçom, “Galiza é um pais pobre e subsidiado que nom pode sobreviver por si só”, isto é algo repetido umha e outra vez directa ou indirectamente por todo o espanholismo, do mais dereitoso até a “esquerda rupturista” e os seus corifeus autóctones. A negaçom da história da capacidade económica e incluso da existência como povo diferenciado é algo consubstancial ao colonialismo, aqui e em qualquer lugar. Bom exemplo temos no feroz ataque á nossa língua que é um dos seus principais objectivos.

Bom quando falo de ciência nom me refiro aqui á tradicional separaçom entre ciências e letras, divisom esta que nom tem mais transcendência que a da classificaçom de diferentes faces do conhecimento humano, falo de ciência como o compendio de todo o conhecimento humano, do que nos fai ser humanos.

Hoje na terra há milhons de espécies animais, vegetais..., e muitas que se extinguírom ao longo da história do planeta, e se existe algo mais que bactérias é porque há evoluçom, e esta existe porque o ADN, a molécula onde está guardado todo o desenho de cada um dos seres vivos muta continuamente. Nom é algo inalterável um dogma inamovível, estas mutaçons, erros na sua duplicaçom, permitem umha variabilidade que fai possível a sobrevivência dos indivíduos e a evoluçom. Ponho este exemplo porque do mesmo jeito ocorre na evoluçom do pensamento humano, se somos humanos é porque podemos elaborar pensamento abstracto e ademais temos a capacidade de o transmitir, mas se nom se pugera em questom o que já existe nunca evoluiríamos. A lei da gravitaçom universal de Newton era inquestionável até que Albert Einstein coa teoria da relatividade tirou por terra a lei de Newton, a gravidade era outra cousa.

E evidente também como a direita sempre se preocupou da educaçom esquisita das suas elites, mas nunca da educaçom do povo. Vimos como com o triunfo da revoluçom cubana, a nicaraguana ou a chegada de Chavez ao poder em Venezuela, levárom-se a cabo intensas campanhas de alfabetizaçom. Só o povo instruído pode ser dono do seu destino.

Numha organizaçom política de esquerdas é precisa a formaçom, mas a formaçom nom é simplesmente estudo, podemos ter um intenso e extenso conhecimento de todos os clássicos teóricos de quantas disciplinas houver, que se nom os temos compreendido e elaborado por nos mesmos nom servem para nada, a simples recitaçom de dados ou textos nom é conhecimento, é memória. Para formar-se há que ler, estudar, discutir. É preciso questionar todo para aprender, é fundamental também viver a realidade na que estamos, primeiro para saber onde estamos e também com quem estamos no nosso trabalho, na rua..., temos que fugir da endogámia para poder ver com os olhos dos demais. Mas a formaçom, como a nossa acçom política e social é umha tareia colectiva. Somos o conjunto da organizaçom os que temos a obriga de aprender e nos formar para poder dar a resposta mais eficaz para romper o dogma. E a formaçom igual que a evoluçom é umha tareia permanente, questionar para escoitar ler e discutir, elaborar para compartir, discutir e avançar.

O mundo que está aí fora precisa de nos, mas nos também precisamos deles, um povo que nom está organizado nom fai nada mas umha organizaçom sem povo fica soa e sem futuro. Mas para poder chegar á gente primeiro temos que estar onde está a gente, temos que ser vistos e vistas como pessoas normais (mas iso deixo-o para outro artigo). E o mais importante, temos que ter formaçom que nos de capacidade de análise para poder achegar as nossas ideias, para poder desmontar o dogma que nos coloniza e oprime, ter influência na sociedade e poder mudar a submissom em enfrentamento e a assimilaçom em defesa da identidade própria. Há que rematar com os dogmas usando o cérebro, e temos capacidade para face-lo. Há muito trabalho por fazer e muita gente que nos escoita


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