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05-11-2013

Temos que defender algo tam básico, como que usem racionalmente um dinheiro que é de todos e todas, construindo umha infra-estructura que dure no tempo e seja eficaz

Saneamento, integral?

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Varias vezes tenho falado aqui da situaçom de absoluto abandono meio ambiental das rias galegas e da ria de Ferrol em particular. Segue sem existir nem umha soa depuradora de aguas residuais urbanas em toda a ria para umha populaçom de quase 140.000 pessoas. Mas chegamos a 2.013 e dixeram mais umha vez que este ano isto ia mudar, que á fim chegava o saneamento integral da ria, a fim das zonas C, a recuperaçom ambiental...

Em outono de 2.006 Pachi Vazquez, daquela conselheiro de meio ambiente, prometeu que esse ano começavam as obras da EDAR sul (concelhos de Fene, Mugardos e Ares), e que rematariam num par de anos. O mesmo fixo todos os anos até que o PP chegou á Junta e deixou de ser conselheiro. Este ano 2.013 já estám rematadas as obras, todo construído, mas o começo da depuraçom anunciado para o mês de Julho nom chegou. Já começou Novembro e todas as aguas residuais dos concelhos antes nomeados seguem indo á ria.

E na banda norte. Já temos estaçom de bombeio!, já temos depuradora!, também temos emissário submarino!, mas oh!, nom temos colectores para levar as aguas residuais á estaçom de bombeio.

Som já demasiados anos, promessas e obras mal feitas. Ademais já para rematar a burla, o 10% das obras que se estám a fazer nos concelhos de Ferrol e Narom serám pagadas pola vizinhança, e nom em cómodos, senom mais bem em gravosos prazos. Si, o total das obras da conduçom da rede de saneamento até a estaçom de bombeio da Cabana será pago num 80% pola U.E., um 10% a Junta da Galiza (aguas da Galiza) e o outro 10% polo estado espanhol (Aquaes), mas, oh maravilha!, as câmaras municipais de Ferrol e Narom aprovárom assumir esse custo, com a soa oposiçom do BNG. Hipoteca para toda a vizinhança e os filhos, para que o estado nom só nom gaste um euro senom que ademais tire benefícios do empréstimo que nos fai.

Mas, ainda com anos de atraso, obras mal feitas, promessas incumpridas, atraco á vizinhança, ao final o saneamento vai ser eficaz e vai rematar com a poluiçom da ria?, depois de tantos anos vam rematar definitivamente os vertidos?. Pois nom.

O modelo nom é diferente ao construído ou em construçom no resto do pais, já experimentado e demostrado ineficaz. A quarta passada, o Patrom da confraria da Corunha relatava-nos como cada vez que chove verte-se lixo á ria (desde aqui também quero aproveitar para apoiar e reconhecer a luita incansável de Lolo e o resto de mariscadores e mariscadoras da Corunha na na defesa da ria do Burgo). No caso da ria de Ferrol o sistema é o mesmo já conhecido, tanques de tormenta e sistema unitário.

Sistema unitário é o que nom tem separaçom nas conduçons de agua de chuva e aguas residuais, é dizer a mesma tubagem para todo. Pola contra o sistema separativo utiliza tubagens separadas para as aguas de chuva e para as aguas residuais. Com um sistema unitário ao colector vam parar tanto as aguas de chuva como as residuais, e som bombeadas até a estaçom depuradora. Que sentido tem gastar electricidade em bombear agua de chuva?, que há que depurar á agua de chuva?. Todo isto o que creia é um aumento nas dimensons das tubagens (para poder levar o conjunto de todas as aguas), maior gasto nos bombeios e bombas mais grandes, e saturaçom da EDAR já que tem que suportar um volume maior de agua. Mas ainda queda um problema grave, quando chove muito o sistema nom é capaz de reter e bombear todo o volume de agua, como se soluciona? Pois com tanques de tempestades. Em teoria a funçom destes tanques é reter o aumento de caudal produzido com chuva para poder bombeá-lo até a EDAR, mas repassando a situaçom, volume e concepçom destes tanques no projecto a executar no saneamento de Ferrol isto é impossível.

A situaçom dos tanques de tempestades coincide com os actuais emissários á ria, ou bem nos rios convertidos hoje em emissários muitos deles intubados, há algum caso como o tanque projectado para o parque Pablo Iglesias, a fazer num parque público rodeado de edifícios quando a apenas 100 metros há instalaçons militares sem case uso e construídas sobre um recheio, mas já se sabe a quem lhe toca perder entre vizinhança e militares. O volume nom permite reter grande quantidade de chuva por nom dizer quase nada, nom é preciso umha grande chuva para desbordar. E para rematar na sua concepçom atopamos que nom só estám conectados aos emissários, senom que esta conexom é a media altura do tanque ou menos, é dizer, só precisa encher até a metade para verter de novo á ria. Mas ainda que o volume dos tanques fora maior, nom seria possível envia-lo á EDAR devido ao limite da capacidade do colector geral. Só com tempo seco o sistema é eficaz, ninguém se daria conta de que aqui chove?.

As respostas que dam som:

-As aguas de chuva precisam ser depuradas, já que arrastam o lixo das ruas. Mas a sua afirmaçom tem trampa, em todos os sistemas de recolhida de pluviais esta limita-se aos primeiros minutos, arredor de 20, depois disso a agua circula livremente.

-A quantidade de rede separativa em Ferrol é menor do 10% polo que nom queda mais remédio que ir ao sistema unitário. Dando por bom o dado e tendo em conta o volume do gasto do que um 10% paga a vizinhança, nom seria aconselhável a construçom de tanques de tempestades que no momento de estar rematada a rede separativa podam funcionar com esta. É dizer retençom dos 20 primeiros minutos de agua de chuva e o resto deixa-la seguir ao mar, como deve fazer já que estamos a falar de numha ria.Os grupos ecologistas S.G.H.N., A.D.E.GA, Verdegaia e a comissom de meio ambiente da associaçom de vizinhos de Recimil, levamos já vários meses trabalhando conjuntamente para que na ria de Ferrol podamos ter um verdadeiro sistema de saneamento integral que permita a eliminaçom total de vertidos de aguas residuais á ria, primeiro passo na recuperaçom meio ambiental da mesma, na que seria preciso começar a projectar dragados e eliminaçom ou modificaçom dalguns recheios a acometer no momento de rematar o saneamento integral.
E por iso que defendemos uns pontos que consideramos imprescindíveis para consegui-lo:

-modificar a situaçom dos tanques projectados em parques públicos, como é o caso do tanque do parque Pablo Iglesias.

-Continuaçom das obras, mas modificaçom dos tanques de tempestades e que sirvam para trabalhar com umha conduçons separativas, é dizer reter só os 20 primeiros minutos de chuva. Isto seria impossível com o modelo de tanques actuais.

-Continuar a construir o sistema separativo até a totalidade da rede.
Temos que defender algo tam básico, como que usem racionalmente um dinheiro que é de todos e todas, construindo umha infra-estructura que dure no tempo e seja eficaz, algo tam simples como iso. Porque se de verdade queremos umha ria limpa, recuperada e produtiva nom queda outro caminho, e o primeiro é o saneamento integral. Por umha questom de dignidade, responsabilidade, compromisso com o meio natural, o futuro da nossa ria e também do nosso próprio futuro.



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