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07-07-2013

Para manter o ritmo de vida que levamos precisamos dum elevado consumo energético, mas é assumível a meio e longo prazo?

Desenvolvimento, necessidade energética e futuro. 2, conseqüências do uso da energia fóssil

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Para manter o ritmo de vida que levamos precisamos dum elevado consumo energético, mas é assumível a meio e longo prazo?. No chamado primeiro mundo já há tempo que as alarmas estám acesas, nom podemos seguir a poluir a atmosfera a este ritmo, há que controlar a liberaçom de CO2, SO2, NOx... Estabelecem-se medidas de controlo e exige-se ao resto do planeta respeita-las. Hoje as chamadas economias emergentes, entre elas os dous países mais povoados do planeta, estám a crescer a um ritmo muito rápido e com umhas necessidades energéticas que se multiplicam cada dia. Mas, quem somos nos para exigir aos demais que nom fagam o que nos fixemos, e seguimos a fazer? (compramos quota de emissom de CO2 a países subdesenvolvidos, e exportamos-lhes os nossos resíduos mais contaminantes), quando um pais desenvolvido chega ao tope estabelecido de produçom de CO2, compra quota a países subdesenvolvidos, isto tem um efeito duplo, continuamos a contaminar sem procurar o controlo das emissons e limitamos o crescimento do pais ao que lhe compramos a quota ao limitar-lha ainda mais.         

O uso continuado de combustíveis fósseis está a alterar a composiçom da atmosfera. A liberaçom de óxidos de nitrogénio e enxofre (especialmente pola queima de carvom e em menor medida de petróleo) já há anos que  provocam perda de massa florestal nos países do norte de Europa, e de América do norte (especialmente Canadá), as correntes atmosféricas fam que estes compostos tóxicos produzidos em latitudes médias se movam para o norte. A chuva ácida provoca perdas milhonárias, ademais de afectar ao resto dos seres vivos dos bosques, especialmente aos invertebrados que vivem nas capas mais superficiais do solo e a conseqüência disto a regeneraçom destes solos é muito mais lenta. Provoca também a acidificaçom das suas massas de água, até onde chegam os ácidos por escorrentia, volvendo estériles algumhas delas, é por iso que países como Suécia cada ano gastam milhons em neutralizar a acidez dos seus lagos e lagoas para permitir que segam a ter vida. As mesmas correntes atmosféricas que desprazam os SO2 e NOx cara aos polos também o fam com o resto dos contaminantes, convertendo as zonas polares nas mais poluídas do planeta.           

O efeito estufa está produzido por vários gases que permitem a entrada de calor a travesso da atmosfera, mas dificultam a sua saída, um exemplo claro é o dum carro ao que lhe da o sol e está totalmente pechado, a temperatura do interior é muito mais alta que a de fora e cresce rapidamente. Há três gases de efeito estufa produzidos a conseqüência da queima de combustíveis fósseis. O produzido de forma mais massiva o CO2 (e aqui da igual o combustível, carvom, petróleo ou gás natural) está a produzir alteraçons meteorológicas que podem rematar num cambio climático, e todo parece indicar que se está a desenvolver. Há algo evidente, a camada de gelo do Árctico é cada vez menor, e o permafrost (camada de terra que permanece congelada incluso no verao) da tundra esta-se a descongelar liberando o metano ali acumulado desde há miles de anos, o aquentamento também está a provocar a liberaçom de metano acumulado em lagos e lagoas em forma de hidratos de metano, só estáveis a baixas temperaturas. Este metano tem umha capacidade de produzir efeito estufa 25 vezes maior que o CO2 polo que acelera ainda mais o processo de aquentamento. A respeito do efeito estufa é ainda muito maior o produzido polos óxidos de nitrogénio abundantemente produzidos na queima de carvom.           

Mas esta elevada quantidade de CO2 na atmosfera nom só afecta a esta e ao clima, também o fai e muito ao oceano, o grande absorvedor do CO2, algo mais de um tercio do produzido cada ano. Este gás acaba dissolvendo-se no mar o que provoca a acidificaçom do mesmo, já que o ritmo desta absorçom é demasiado elevado para ter capacidade de rematar depositado nas rochas sedimentarias do fundo, é mais do que o oceano pode processar. Esta acidificaçom provoca sérios problemas a muitos animais que formam as suas conchas ou estruturas de sustentaçom com CO3Ca. Muitos corais estám em perigo, e também estám afectados equinodermes, moluscos, crustáceos... Hoje já há mares da terra onde caracóis, ameijas, ouriços do mar ou caranguejos tenhem problemas para crescer e sobreviver. Também os seus estádios larvários estám afectados diminuindo o número de larvas. Há grandes zonas onde os corais estám desaparecendo. E como nom, também está afectado o plâncton, base da cadeia trófica marinha.           

Estamos a destruir a atmosfera, os solos, as aguas doces e os mares. Estamos a queimar o nosso futuro e o dos nossos filhos e filhas. As grandes multinacionais energéticas som quem de impor a todos os habitantes do planeta o seu modelo energético. A voracidade do capitalismo nom tem limite, mas nos si o temos, nos nom podemos viver sem o planeta mas ele si pode face-lo sem nos, só levamos aqui 200.000 anos dos 4.500 milhons de existência da terra.           

É preciso reagir, mas como fazemos para rematar este processo catastrófico?. Nom podemos paralisar o mundo de golpe, mas tampouco substituir de um dia para outro todas as fontes energéticas. É este modelo o único possível?. Podemos crescer ilimitadamente num planeta com recursos limitados?. O que é evidente e que este modelo nom é viável a nom ser que o nosso objectivo (como diziam Siniestro Total) seja a extinçom.



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