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14-06-2013

Revolta turca foi resposta à privatização de Istambul; levante revela emergência das lutas pelo comum urbano e ambiental

A Primavera do Direito à Cidade

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BERNARDO GUTIÉRREZ



“Taksim é nosso, Istambul é nossa!”. Os gritos não pertencem a algum dos jovens que ocuparam o Parque Taksim Gezi, da capital turca, na virada do mês. Tampouco é um mote que esteja correndo o mundo no Twitter, sob a tag #OccupyGezi. “Taksim é nosso” está sendo pronunciado por um cidadão anônimo no vídeo Tkasim Square (Istambul Commons), durante uma manifestação celebrada no outono passado. “Taksim é nosso” – continua a voz no megafone – “não importa as opções políticas que tenham as pessoas”.

O vídeo foi produzido no âmbito do projeto Mapeando o Comum [Mapping the Commons], idealizado pelo estúdio sevilhano Hacktitetura e desenvolvido pelo ativista Pablo de Soto, em Atenas e Istambul. E contextualiza com perfeição a vertiginosa insurreição que está vivendo Istambul e toda a Turquia. O centro comercial planejado pelo governo de Recep Tayyip Erdogan, que incendiou #OccupyGezi, é apenas a ponta de um iceberg maior: um duro plano neoliberal para privatizar bens comuns (águas, bosques) e espaço público. Até que ponto o ataque ao comunitário, e concretamente a privatização dos espaços urbanos deflagraram a Primavera Turca?

Agência Efe (11/06)

Manifestante passa em frente a barricadas em chamas durante enfrentamentos em Istambul

O projeto Mapeando o Comum — definido por seus próprios autores como uma performance que pode tornar-se reflexão, uma obra de arte ou uma ação social — é um verdadeiro passeio pelas raízes de #OccupyGezi. A cartografia, realizada na plataforma Meipi, organiza a comunidade de Istambul em quatro categorias: bens naturais, cultura, espaço público e digital. Os vídeos publicados, todos com falas parcialmente em inglês, resumem os ataques que o espaço público sofre na era Erdogan.

Communication space”, por exemplo, revela, por meio dos protestos dos estudantes universitários, a luta pelo conhecimento e comunicação livres. Em “Water as a commons”, o assunto central é a privatização da gestão da água na região. “For-rest”denuncia que a terceira ponte sobre o estreito de Bósforo, que o governo de Erdogan planeja, implicaria na desaparecimento do bosque Belgrado, pulmão verde da cidade. A repressão no espaço público de manifestações sócio-culturais como festas nas ruas ou o fim da única praça de pedestres (Galata Square) de Istambul são tema nos vídeos Cultural expressions in public space e o Galata Tower Square.

Até que ponto a privatização selvagem dos bens comuns naturais e urbanos de Istambul incendiou a revolta de #OccupyGezi? O ativista Pablo de Soto, em declarações ao jornal espanhol El Diario, sustenta que os fatos estão intrinsecamente relacionados: “O corte das árvores para construir um centro comercial para a elite e os turistas foi o pavio de incêndio, o catalizador final dos protestos por justiça social e econômica”.

A arquiteta turca Pelin Tan, em seu artigo Um relato de Gezi Park reforma a tese: “Para o governo turco, as novas políticas urbanas são a desculpa para atos de segregação, para incentivar estilos de vida neoliberais, o progressivo endividamento dos seus cidadãos, exploração, racismo, corrupção, e a instalação de um estado de exceção que viola os direitos humanos”. Por sua vez, a prestigiosa plataforma Architizer também situa os bens comuns urbanos como claro estopim da revolta.

#OccupyGezi é muito mais que um grito ecologista para salvar os árvores de Taksim. Mas não exclusivamente é apenas uma revolta antagonista contra a arrogância macropolítica do governo turco ou a suposta tentativa de islamização da Turquia que, segundo a imprensa ocidental, Erdogan conduz.

[Texto original em Outras Palavras]

[15-06-2013 05:25] Arsenokoitees comentou:

Penso que te enganaches un pouco, eh. É cuestión de ver os letreiros que levan os turcos e ler o que di:

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=259647880841136&set=a.106245409514718.7874.106202392852353&type=1&relevant_count=1

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=501917286544742&set=a.288314314571708.66645.100001794256940&type=1&relevant_count=1

OccupyGezi é só unha excusa. Preocúpalles máis a reislamización. Eles queren liberdades civís. Erdogan é unha especie de neoliberalismo ideolóxicamente autoritario (a través da relixión). Algo rematadamente espantoso!

Pero moito me temo que nós no Estado español non estamos nunha situación moi distinta. A nós tamén se nos está a impor o neoliberalismo totalitario. Rajoy é xa o home máis poderoso de España dende Franco. Contrólao todo: Goberno central, Senado, Comunidades Autónomas, principais concellos, Tribunal Constitucional, etc. E a oposición está descalabrada coma en Turquía. Non nos vai tocar un destino moi distinto como non espabilemos. Se a eles lles toca a reislamización, a nós a reevanxelización!

Fuxa quen poida!!!

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