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07-03-2013

A Junta de Galiza actuando como delegaçom do governo espanhol permitiu e/ou colaborou na destruiçom dos nossos bancos marisqueiros

Projectos colectivos ou colectivo sem projecto:

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Nos próximos dias a Conselharia do meio rural e do mar publicará a ordem de projectos colectivos para o ano 2013, segundo informam, arredor de 3 milhons de €. Este e o dinheiro que a Conselharia destina a projectos de regeneraçom de bancos marisqueiros. Pode parecer muito, mais para um pais com quase 1.200 Km de costa e mais de 80 milhons de m2 de bancos marisqueiros é avondo?.

Com mais do 80% de todas as zonas C (zonas contaminadas microbiológicamente que nom permitem a comercializaçom do marisco) de todo o estado, e grande parte dos bancos marisqueiros dentro dessas zonas, a capacidade marisqueira do nosso pais está seriamente reduzida e limitada, sendo o nível de destruiçom nalguns casos de difícil e custosa recuperaçom. Esses 3 milhons nom chegam mais que para encher a boca dos responsáveis da conselharia de boas palavras, fazer algum remendo e comprar e pagar favores.

A Junta de Galiza actuando como delegaçom do governo espanhol permitiu e/ou colaborou na destruiçom dos nossos bancos marisqueiros. A chegada á situaçom actual é conseqüência de anos de destruiçom sem limite, indústrias contaminantes a carom do mar, vertidos urbanos sem depurar, recheios sem controlo em qualquer lugar... A Junta de Galiza através da Conselharia do meio rural e do mar, tem a propriedade dos bancos marisqueiros, e cede ás confrarias o uso destes por meio de autorizaçons ou planos específicos, mais som património de todos os galegos e galegas e particularmente dos mariscadores e mariscadoras que duramente extraem deles o seu sustento. Num pais normal os responsáveis desta desfeita estariam na cadeia.

Há umha outra causa pola que se pudo chegar a esta situaçom, que nom houvera recursos avondo para levar a cabo as Infra-estruturas de depuraçom. Mas se no resto do estado há menos do 20% das zonas C, e com zonas com muita mais densidade de povoaçom a carom do mar, como é possível que para eles si e para nos nom?. Há e houvo recursos, mas estes usárom-se noutras cousas, ou bem com os nossos impostos figérom outras infra-estruturas em Espanha e nom na Galiza.

Bom, sabemos que som os responsáveis de chegar a esta situaçom. Mas a Conselharia do meio rural e do mar nom tem recursos avondo para dedica-los ao marisqueio?. O problema nom som os recursos económicos gerais da conselharia senom o reparto que se fai do orçamento, aqui é onde se vem os interesses reais da conselharia. A quantidade dedicada a pagar desguaces, a criaçom, mantimento e promoçom de portos desportivos ou a subsidiar ás multinacionais da aquicultura é muito superior ao dedicado ao marisqueio.

É polo tanto um problema de prioridades, os nossos sectores produtivos som aniquilados pouco a pouco, amodo, para que nom chame muito a atençom, mas de modo imparável. Desde o marisqueio á grande altura, mas especialmente aqueles que criam mais postos de trabalho, criam riqueza e fixam povoaçom ao longo de toda a costa som os mais castigados, como som o próprio marisqueio ou a pesca artesanal e que formam umha importante parte do P.I.B. Galego. Gerando emprego e riqueza mais alá da própria extracçom e comercializaçom, criando um tecido produtivo que abrange a case todos os sectores do pais. Como exemplo desta desfeita um dado, do ano 2003 ao 2012 perdêrom-se no marisqueio o 60% dos postos de trabalho. Há na actualidade menos de 4.000 mariscadores e mariscadoras conseqüência da ausência de umha política de defesa e apoio ao sector mais alá do folclórico, da nom aplicaçom da legislaçom ambiental, de submetemento a Bruxelas e ao governo espanhol, de gastar os nossos impostos em projectos alheios aos interesses da nossa populaçom. Em definitiva de nom assumir a sua responsabilidade como governo da Galiza.

Mas ainda que o o título poda levar a engano, é só a Junta de Galiza a que carece de projecto. O sector resiste porque está vivo, a pesar da falta de apoio segue adiante, tem iniciativas e é capaz de sobreviver luitando em inferioridade de condiçons e com muitas mais travas que em qualquer outro pais de Europa ou mesmo do estado espanhol. Somos um povo do mar e nom vamos renunciar a ele. A pesar da Junta há projecto. Como desde há mais de 500 anos Espanha é a nossa ruina, só os colaboradores ainda que seja disfarçados som capazes de nega-lo.

Queria desde aqui lembrar a Hugo Chávez finado no dia de ontem, a sua vida é exemplo para todos os que luitamos pola liberaçom nacional e o socialismo.


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